A família de Bárbara Porfírio representou, na terça-feira, no 3º Distrito Policial, contra o dono do cachorro, o cabeleireiro Marcelo Diniz Tiago, 36, morador na Vila Aparecida, a poucos metros do local onde a auxiliar de limpeza foi atacada. Com a queixa, será aberto um inquérito policial por negligência na guarda do animal e lesão corporal culposa (sem intenção).
Por telefone, Marcelo disse ontem que ofereceu ajuda e que ainda não foi procurado. “Fui na Santa Casa e deixei meu telefone para o que precisassem, mas não me deram retorno nenhum”. Quanto ao inquérito, afirmou que se apresentará à polícia quando for chamado. “Isso é o direito deles (da família), não vou fugir de nada”, disse.
Pela versão de Marcelo, o pitbull não tinha como alvo Bárbara e as outras duas mulheres mordidas em frente a sua casa - uma delas sua mulher, Cristiane Aparecida Rocha, 24 - mas um ladrão que teria invadido sua residência. “Um bandido pulou lá no quintal e o cachorro foi pegar. Nóia pula direto lá no quintal”. Ao ser questionado sobre como o suposto marginal pulou o muro com a presença de Cristiane na calçada, desconversou. “Eu não estava lá”.
Marcelo disse, ainda, que sempre teve pitbulls e que este era “tranqüilo” e nunca tinha atacado ninguém. Por fim, deu a entender que o animal avançou sobre a Bárbara para se defender dela. “A mulher não tinha nada a ver (com o ataque sobre Cristiane e sua amiga, Aline Santos). Ela já estava longe e voltou para bater no cachorro”, disse.
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