Quem não se lembra de sua idade dos 12 aos 21 anos? Quem não teve vontade de mudar o mundo e de ser livre para fazer o que quiser e quando quiser? Creio que a maioria de nós já passou por isso. No entanto, aprendíamos com nossos pais algumas palavras que eram consideradas parada obrigatória: limite, liberdade com responsabilidade e dignidade.
Era muito difícil agir conforme os preceitos e valores exigidos pela sociedade, mas tentávamos fazer o melhor, ser o melhor e aproveitar a vida da melhor forma possível. Namorar trazia prazer. Como era bom estar com a namorada e poder confidenciar nossos momentos que não dividíamos com ninguém. Como era saudável vivenciar os primeiros momentos de prazer, alegria, divertimento, música, sonho e acreditar que um dia poderíamos formar uma linda família. E lógico, diferente da nossa, pois, queríamos ser diferentes.
Queríamos modificar o mundo e fazer com que os outros acreditassem no verdadeiro amor. E hoje, quem ainda acredita no amor verdadeiro? Confesso, ando meio preocupado com o modo com que muitos adolescentes e jovens vêm interagindo com a sexualidade. A maioria não tem namorada. Eles dizem que o interessante é “ficar”, isso porque não existe um comprometimento de ambos nas relações. Conhecem uma pessoa e ficam com ela, amanhã é outro dia... É outra pessoa... Outro momento. A maionese azedou e eles estão comendo tudo.
Em algumas festas, muitas vezes largamente divulgadas e “bem freqüentadas”, depois de certa hora em lugares reservados ou não, todo mundo é de ninguém e ninguém deixa de ter chance de transar com todo mundo. A bebida, o fumo e a droga correm com freqüência. Os jornais publicam todos os dias fatos sobre esse tipo de criminalidade. O limite e respeito no divertir, no ficar e no namorar estão perdendo valores que poderiam estar sendo resgatados pelos jovens.
O problema da banalização da sexualidade está sendo, com certeza, a precocidade. Adolescentes de treze, quatorze anos andam dando complexas aulas de sexo, na teoria e na prática. Meninas ainda com rostinhos de criança andam dando banho em marmanjos. E que banho!
Um amigo, pai de um jovem de 18 anos, relatou-me que tentou convencer o filho a encontrar a mulher certa, namorar com seriedade e se casar. A resposta que recebeu o deixou desconcertado: “enquanto não encontro a mulher certa, vou me divertindo com as erradas”, sentenciou o rapaz.
Estamos na era da extrema banalização do ato sexual, dos quinze quilos de bunda, dez de peito e cinco gramas de juízo e maturidade. Se a camisinha estivesse sempre presente nessas orgias estaríamos em situação melhor, mas acontece que, muitas vezes, a dita cuja é esquecida. A turma anda pensando mais com a cabeça de baixo. E bobas são as meninas que entram no jogo do esconde-esconde.
A culpa seria de quem? Da família? Da escola? Da mídia? Não podemos afirmar quem é o culpado, apenas que falta aos jovens mais consciência. E quanta consciência!
DE QUEM É A CULPA?
Mais uma vez um ataque de cão da raça pitbull causou terror e trouxe muita preocupação em Franca, revoltando moradores que acompanharam o fato com extremo receio. O pitbull sempre foi motivo de alerta para a sociedade. A raça foi modificada geneticamente para criar cães de combate. Graças a essa agressividade, leis foram criadas para a regulamentação da posse e criação dos pitbulls no País inteiro. Entre elas a que proíbe que os cães andem pelas ruas sem o uso de focinheiras e correntes. Mesmo assim os ataques continuam. Lamentável!
AQUI TEM MUITOS...
Com a euforia das festas de posse de Obama na presidência dos EUA, não se falou mais na escolha do Primeiro Cachorro para ser o “brinquedinho” preferido das filhas do presidente. Pelo visto, lá pelas terras do Tio Sam estão com dificuldade em encontrar um vira-lata sem pêlo, imposição primeira por causa da alergia de uma das meninas do casal Obama. Aqui em Franca, só o que se vê perambulando pelas ruas é vira-lata completamente pelado. A diferença é que os pêlos foram aniquilados às custas do excesso de sarna.
NEGATIVO
Os efeitos da crise mundial, cujos pálidos reflexos vêm chegando ao Brasil, estão servindo de chantagem para muitos empresários francanos. Usam a crise como desculpa para demitir funcionários ou arrancar dos sindicatos soluções desesperadas. Até um conhecido convênio médico da cidade está enviando carta aos seus associados comunicando aumento nas tarifas, por conta da crise. Pura esperteza.
POSITIVO
Enfim a Prefeitura de Franca resolveu agir. O secretário da Ação Social Roberto Nunes Rocha coordena o programa Busca Ativa, lançado oficialmente na semana passada pelo prefeito Sidnei Rocha. O objetivo é retirar das ruas e avenidas mendigos e moradores de rua. Esse trabalho conta com a ajuda de policiais militares, guardas-civis e funcionários da Prefeitura. Localizados, os mendigos são conduzidos ao Abrigo Provisório onde tomam banho, recebem roupas limpas, alimentos, assistência médica e psicológica. Mendigo de fora ganha passagem de ônibus para voltar para sua cidade. Aplausos!
SÓ DE PASSAGEM
Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? - perguntou o turista. E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus?
- Os meus?, surpreendeu-se o turista. Mas eu estou aqui só de passagem!
- Eu também..., concluiu o sábio.
Edward de Souza
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
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