Acusado de assassinato está foragido


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NA PROCURA - Policiais civis realizam busca em terreno próximo ao local onde o desempregado Kennedy Ribeiro foi morto na terça-feira; acusado pelo crime está foragido
NA PROCURA - Policiais civis realizam busca em terreno próximo ao local onde o desempregado Kennedy Ribeiro foi morto na terça-feira; acusado pelo crime está foragido
O desempregado Celso da Silva de Melo, 28, suspeito de matar o também desempregado Kennedy Flávio da Cruz Ribeiro, 25, não se apresentou à polícia ontem, como havia informado seu advogado. Diante da situação, o delegado Márcio Murari da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) deverá pedir sua prisão preventiva ainda hoje à Justiça. Para polícia, ele é o principal responsável pelo crime. O pedido de prisão deverá ser apresentado no Fórum ainda na manhã de hoje. “Ontem, um advogado me ligou dizendo que ele iria se entregar. Como isso não aconteceu, devo representar pela sua prisão”, disse Márcio Murari. A suspeita recaiu sobre Celso depois que sua mulher disse que ele havia amolado uma faca, horas antes do crime, dizendo que ia matar Kennedy. A vítima foi encontrada caída no meio da Avenida Elias Limonta, no Jardim Aeroporto IV, com pelo menos cinco perfurações de faca em seu corpo. A confusão entre os dois desempregados teria começado por volta de uma hora de terça-feira, quando dois homens encapuzados entraram no barraco em que Celso morava, próximo ao local onde o corpo de Kennedy foi encontrado. Ele não estava no local. A dupla teria dado dois tiros de revólver durante a invasão. Suspeita-se que um dos encapuzados fosse Kennedy. “Um capuz foi encontrado em seu bolso. Pode ser que ele tenha realmente se dirigido com outra pessoa ainda não identificada para a casa do acusado e lá ameaçado matá-lo. Tudo leva a crer que foi isso que aconteceu. Eles lutaram, Celso o esfaqueou e fugiu levando seu revólver e a faca usada no crime”, disse Murari. A motivação da discussão que culminou com a morte de Kennedy ainda está sendo investigada. A polícia não descarta a possibilidade de um acerto de contas. Hoje mais testemunhas do crime deverão ser interrogadas na sede da DIG.

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