O comerciante Silvimar Gomes Filho, 56, morador no Parque Dom Pedro, continua desaparecido. Ele foi visto pela última vez na manhã de sábado. O caso foi denunciado à Polícia Civil na segunda-feira mas, até o fechamento desta edição, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) - após dois dias de buscas, desconhecia o seu paradeiro.
Dois suspeitos foram detidos, entre eles um adolescente de 14 anos, e levaram os investigadores a várias matas na zona sul, mas nenhuma pista concreta foi encontrada. Para a polícia, os adolescentes sabem o que aconteceu com o comerciante, mas omitem as informações.
Sempre acompanhados dos suspeitos, os investigadores da DIG realizaram diligências em várias áreas de mata. Segundo o delegado, o garoto de 14 anos dizia que, nestes locais, seriam encontradas pistas do comerciante, o que não aconteceu. “O menor disse que o Silvimar poderia estar naqueles locais e até mesmo objetos pertencentes a ele. Mas foi em vão. Na verdade, ele apresentou uma versão fantasiosa”, disse o delegado Márcio Murari.
Com dez passagens pela polícia, todas pelo cometimento de furtos na região sul da cidade, o garoto apresentou depoimentos desencontrados. Murari, para ganhar tempo nas investigações e evitar uma possível fuga, pediu a custódia do menor, que foi concedida pela Vara da Infância e Juventude na segunda-feira.
O menor vinha sendo apontado como o único suspeito. Mas, ontem, disse que um rapaz de 19 anos, também morador no Jardim Aeroporto, deixou a moto sob sua guarda. O jovem foi localizado e interrogado. Disse conhecer o menor, mas negou envolvimento no desaparecimento de Silvimar. Também participou das diligências, que nada esclareceram.
Com isso, segundo Murari, não é possível afirmar que, apesar das evidências, Silvimar foi vítima de assassinato ou sequestro, por exemplo. “Nós não encontramos nenhuma comprovação de que ele possa estar morto”, disse o delegado.
QUASE NADA
A evidência mais importante que a polícia tem - e usa para pressionar os suspeitos - é o encontro dos pertences do comerciante. Uma blusa, um telefone celular e a moto da vítima foram apreendidas com o menor no Jardim Aeroporto III. O veículo estava em uma casa abandonada da Rua Pacífico Alves Carrijo. Na primeira versão, o garoto disse ter encontrado a moto abandonada nas proximidades. Sobre o celular e a roupa, também não deu explicações razoáveis.
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