O contabilista Hamilton Alves Corrêa, 60, é conhecido em Pedregulho como o colecionador de canecas. O hobby começou há 20 anos, quando ainda freqüentava os festivais de chope em cidades da região. A coleção passa de 120 canecas de cores, formatos e tamanhos variados. Todas devidamente acomodadas em seu escritório de contabilidade no centro da cidade.
Da porta do imóvel, já dá para ver as canecas enfileiradas em uma prateleira pendurada na parede. Chamam a atenção e despertam a curiosidade de quem passa. Tanto que muitos, depois de conhecerem a coleção de perto, se tornam colaboradores. “Muita gente sabe que eu coleciono e, quando viaja, sempre traz alguma caneca de presente para mim. Guardo todas com muito carinho”, disse Hamilton. A maioria dos itens foi fabricada nas décadas de 1970 e 80. “Antigamente aconteciam muitos festivais de cerveja ou chope. A caneca era o ingresso. Hoje quase não tem mais”.
Além da coleção de canecas, Hamilton ainda tem outra paixão: moedas. Ele já perdeu a conta de quanto dinheiro antigo tem. “Tenho notas do Brasil, México, Grécia, Uruguai, Portugal, do Iraque, da Rússia, Nigéria e Dinamarca”. Mesmo tendo dinheiro de tantos países, Hamilton não conhece nenhum destes lugares. “Consigo tudo com as doações feitas por amigos ou clientes que se empolgam com a coleção e fazem questão de participar”.
O xodó do colecionador é uma nota de mil réis, moeda que vigorou no Brasil entre os anos de 1833 e 1942. O colecionador diz que não pensa em vender sua coleção nem sabe o quanto vale tudo o que conseguiu juntar. Na internet é possível encontrar uma nota destas de mil réis por até R$ 630.
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