Câmara enterra de vez a lei dos bolotas


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PRESENÇA NA CÂMARA - Plenário da Câmara Municipal recebeu, ontem, mais de 40 donos de bolotas, que afixaram faixas criticando o prefeito Sidnei Rocha; pressão não adiantou e eles terão de deixar as áre
PRESENÇA NA CÂMARA - Plenário da Câmara Municipal recebeu, ontem, mais de 40 donos de bolotas, que afixaram faixas criticando o prefeito Sidnei Rocha; pressão não adiantou e eles terão de deixar as áre
A Câmara Municipal decidiu extinguir o projeto de lei que regularizaria a situação dos bolotas e ambulantes que trabalham em áreas públicas de Franca. Depois de semanas de discussões e mais de duas horas e meia de debates na sessão de ontem, os vereadores aprovaram o veto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) à iniciativa. Com a pressão dos mais de 40 comerciantes que estiveram no plenário, o resultado foi apertado: oito contra seis. Agora, o alento é um novo projeto, protocolado ontem mesmo pela administração. Mas o detalhe é que, pela matéria do Executivo, os cerca de 80 bolotas de Franca serão reduzidos a 20. Se o veto fosse derrubado, a nova lei entraria em vigor e regularizaria a situação dos bolotas. A matéria, de autoria de Jepy Pereira (PSDB), foi discutida no plenário justamente com esta intenção e aprovada por unanimidade em novembro do ano passado. Mas, diante do endurecimento de Rocha, a postura dos parlamentares foi revista. O próprio Jepy Pereira mudou de lado. “Política é como nuvem que vai e volta”, disse. Graciela Ambrósio (PP) criticou Jepy. Disse que o tucano “estaria iludindo os comerciantes” criando uma lei que não resolveu a situação deles e agora defendendo uma outra, que apenas minimiza. Criticou ainda as constantes mudanças de opinião do vereador. “Como presidente da Comissão de Legislação e Justiça e advogado que é deu seu parecer favorável. Estranhei ele lutar para não derrubar o veto e dizer que o seu (próprio) projeto é inconstitucional”. As discussões de ontem ocorreram em tom acalorado durante a maior parte da sessão. Os discursos pró-bolotas eram acompanhados por aplausos. Quando eram pró-prefeito, os comerciantes ficavam em silêncio. Os vereadores favoráveis à derrubada do veto usavam o possível desemprego de muitos donos de bolotas com o impedimento de uso dos espaços. “Foram 130 mil desempregados no Estado somente em dezembro”, disse Paulo Afonso Ribeiro (PT). Paulo Zamikhowsky disse, sem qualquer constrangimento, disse que preferiu evitar o embate com Sidnei Rocha. “O que foi votado hoje, na realidade, era se a gente iria continuar buscando uma solução ou se a gente partiria para um confronto e prevaleceu a primeira alternativa”, disse. O racha na bancada do PTB também pode ter influenciado na votação. Vanderlei Tristão e Josivaldo Bahia mantiveram o que disseram na última sexta-feira - que votariam conforme a reivindicação popular - e foram contrários ao veto. Já Otávio Pinheiro - que inicialmente teve postura parecida com a dos colegas de partido - voltou atrás e fechou com o prefeito. Se tivesse seguido os colegas de legenda, daria empate em sete votos e a decisão ocorreria no voto de minerva do presidente da Casa, Joaquim Ribeiro (PSB). A decisão de Pinheiro foi criticada pelo líder dos comerciantes, Noede Araújo, o “Nonô”. “Ele é um pastor e não poderia mentir”, disse, irritado. REVOLTA Os comerciantes usaram tom incisivo e crítico ao prefeito nos vários cartazes levados à Câmara. “Sidney (sic), quando você chutou os coni (sic), você disse que mandava na cidade: porque agora não manda!!!”, dizia um deles. Mas a pressão de nada adiantou, o que irritou os comerciantes. “Nós tava (sic) no CTI e agora estamos tirando até os aparelhos”, disse Nonô. Em seguida mandou um recado a Sidnei Rocha e ao promotor Fernando de Andrade Martins. “A guerra não acabou. Está começando agora”. EXTRAS Veja mais informações no Blog do Vaz - http://gcnvaz.wordpress.com/

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