Para o médico veterinário e professor da Unifran (Universidade de Franca), Iucif Abrão Nascif Júnior, vários fatores podem induzir um cão ao ataque, mas a maioria deles pode ser evitada se o dono do animal tiver conhecimento sobre o comportamento da raça do cachorro e seu perfil de tratamento.
Nascif diz que adestrar o cachorro desde pequeno é uma das medidas que podem diminuir as chances de ataques. Outro conselho é também instruir a criança ou a pessoa que lidará por mais tempo com o animal. "Desde cedo, é preciso mostrar que você é quem está no controle, que tem autoridade. Você deve chamar a atenção dele, ter atitude. A criança também precisa ser corrigida na frente do cachorro, isso demonstra uma hierarquia e que você tem controle da situação".
Após ser mordida por diversas vezes e ver a filha e a empregada também serem atacadas, a dona de casa Elisabete Peres Torres, 50, precisou pedir socorro a um adestrador para continuar com o poodle Jenks dentro de casa. "Ele estava impossível, mordeu a minha filha a ponto de deixar cicatriz. Se ele deitava na cama, ninguém podia chegar perto. Só o adestramento resolveu".
Adestrador de animais Adorinan Thomaz, o Dino, disse que todo cão precisa aprender quem é o líder e ser sempre corrigido, já os proprietários devem se atentar que animal também sofre com cólica, dor de cabeça, indisposição e outras alterações comportamentais. "Por isso é tão importante conhecer o perfil da raça antes de adquirir um cachorro e levá-lo para o convívio em casa".
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