O desempregado Kennedy Flavio da Cruz Ribeiro, 25, foi morto a facadas durante uma briga na manhã de ontem na Avenida Elias Limonta, no Jardim Aeroporto IV. O acusado do crime é o também desempregado Celso da Silva de Melo, 28. Sua mulher disse que ele havia amolado uma faca, horas antes do crime, dizendo que ia matar Kennedy, que foi esfaqueado cinco vezes e morreu na hora.
O crime aconteceu no final da avenida, perto de uma área da Prefeitura invadida por Celso, onde ele mora com a mulher, NCO, em um barraco coberto com lona, debaixo de uma mangueira. A briga teria começado por volta de uma hora de ontem, quando dois homens encapuzados - um deles seria Kennedy - entraram no barraco procurando pelo acusado, que não estava. A dupla teria, inclusive, efetuado dois disparos de revólver durante a invasão.
NCO disse desconhecer os motivos das ameaças contra Celso. "Eles entraram ameaçando e atirando. Chegaram a falar que eu não tinha nada a ver com a briga. Que estava livre, mas que iriam matar meu marido. Saí correndo e me escondi na casa de um primo", afirmou.
Momentos depois, quando Celso retornou para o local e soube o que havia acontecido, irritou-se e, segundo a mulher, passou a afiar uma faca e ameaçar a vítima. "Ele falou que iria matar o Kennedy. Não sei os motivos da briga", disse NCO.
Às 7 horas, os moradores próximos ao barraco ouviram gritos de socorro. CD, 23, primo de NCO, disse que o encontro entre Kennedy e Celso resultou na morte. "Primeiro escutamos tiros e minha prima veio correndo dizendo o que havia acontecido. De manhã, o marido dela entrou em luta corporal co, o rapaz que chegou na casa dele novamente e resultou nesta morte", disse.
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Kennedy foi encontrado caído no meio da rua, já sem vida. Peritos contaram pelo menos cinco perfurações em seu corpo. Os golpes foram nas costas, peito e abdômen. A mão esquerda de Kennedy também apresentava ferimentos profundos, pois provavelmente ele tentou segurar a faca e impedir a agressão. "Ele foi tentar se defender e quase teve os dedos decepados", disse o delegado João Valter Tostes.
O acusado fugiu e não foi mais encontrado. A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) investiga o crime e não descarta a possibilidade de um acerto de contas relacionado a drogas.
O delegado Márcio Murari disse que se o acusado não se apresentar hoje pedirá sua prisão preventiva (leia mais no apoio).
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