A Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica e Integrada) fez um mapeamento da área plantada de todas as culturas existentes na região, que abrange 13 municípios. O trabalho foi concluído em novembro e revelou que a cana-de-açúcar continua avançando na região. Em 12 anos, triplicou a área plantada, ocupando o lugar que antes era do milho, da soja e das pastagens. Em 1996, de acordo com IEA (Instituto de Economia Agrícola), a regional de Franca tinha 53 mil hectares. O estudo da Cati mostrou que a região tem hoje 145 mil hectares. Os dados estão compilados no Lupa (Levantamento de Unidade de Produção Agrícola) feito pela Cati.
Dos 560 mil hectares de área na região, a cana já representa 25% do total. O presidente do Sindicato Rural de Patrocínio Paulista, Irineu Andrade, afirma que uma das explicações para o avanço da cana é o aumento do consumo do álcool com o surgimento do carro flex e a exportação do produto. “Essa é a realidade. As usinas apostaram nisso”.
A produção de café também aumentou em 3 mil hectares no mesmo período. A representatividade do grão chega a 8,9% de tudo o que é produzido. O maior produtor continua sendo Pedregulho, seguido por Altinópolis, Cristais Paulista e Franca. Ao todo, são 150 milhões de pés numa área de 50 mil hectares.
O assistente de planejamento da Cati, Shigueiro Kondo, disse que o estudo ainda revelou algumas surpresas. É o caso do eucalipto que vêm ganhando espaço na região. A área plantada passou de 6 mil hectares, em 1996, para 19 mil hectares plantados no ano passado. “Para a gente, foi uma surpresa o crescimento do eucalipto que se concentra principalmente nos municípios de Alitnópolis e Patrocínio”, disse Kondo. A representatividade do eucalipto chega a 3,3% na região.
A área plantada de laranja também cresceu nos últimos 12 anos. Passando de 200 hectares para 7 mil hectares de área plantada. Embora registrando o avanço, a representatividade da cultura perante o café e outras regiões produtoras de laranja ainda é pequena. Não passa de 1,2%.
Na contramão, estão o milho e a soja que reduziram drasticamente a área plantada nos últimos anos. O milho passou de 31 mil hectares, segundo o IEA, para 14 mil. Já a soja passou de 20 mil hectares para 4 mil hectares. Em ambos os casos, o espaço foi ocupado pela cana.
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