Sábado, 24 de janeiro de 2009. Eram 17h30 quando o tempo mudou e um forte temporal caiu sobre Franca. Preocupadas, dezenas de pessoas se aglomeravam no Terminal Rodoviário “Ayrton Senna”, no Centro da cidade. Com o passar dos minutos e o aumento da chuva, o número de passageiros vindos de outros bairros que desembarcavam nas plataformas inauguradas em 2001 crescia. Todos corriam para a parte baixa do terminal onde o teto é mais resistente. O local ficou pequeno para tanta gente. O motivo: as enormes goteiras existentes no teto do terminal.
A dona de casa Rosana Garcia, 35, que esperava um coletivo para levá-la de volta para casa, disse que o problema é antigo. “Desde que começou a chover, todo dia é igual. A gente não tem como ficar nas plataformas. Chove demais mesmo dentro do terminal. O jeito é correr para a parte de baixo”.
Além das goteiras, outro problema é o encanamento entupido. A água da chuva “brota” do chão. “Não tem como ficar aqui. Se a chuva não cai na cabeça, ela molha os pés”, disse Rosana irritada, antes de embarcar no ônibus que a levaria para casa no Jardim Aeroporto II. Por dia, segundo estimativas da Prefeitura, passam pelo terminal cerca de 80 mil pessoas.
O transtorno vivido pela dona de casa é testemunhado quase diariamente por um funcionário de uma pastelaria instalada em frente ao terminal. Sem se identificar, o rapaz explicou que a situação se agravou com as fortes chuvas das últimas semanas. “Antes, eram apenas alguns pingos que caíam. Agora a água escorre com força”, disse.
O problema das goteiras chegou ao conhecimento da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), administradora do “Ayrton Senna”. O presidente da empresa, João Marcos Rodrigues, foi procurado ontem e explicou que o trabalho de reparo no local deve acontecer nos próximos dias.
Segundo Rodrigues, a Empresa São José foi notificada a fazer o serviço de vedação das rachaduras no telhado. “Realmente existem essas goteiras. Nós já solicitamos o trabalho à Empresa São José”, disse, explicando ainda que os remendos serão feitos apenas quando as chuvas derem trégua. “Por segurança, teremos de esperar a chuva passar”.
Carlos Augusto de Freitas Junior, 26, proprietário de uma empresa especializada em calhas, disse que normalmente os buracos em telhados metálicos surgem com o passar dos anos. “Com sol e chuva, o material resseca e surgem esses buracos. O conserto pode ser feito com uma massa de poliuretano (uma espécie de plástico)”.
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