Bombeiros fazem parto na zona Norte


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JUNTAS - Geovana Michele Alves segura no colo a filha Beatriz; mãe e bebê deixam Santa Casa neste domingo; bombeiros realizaram parto da criança na sexta-feira
JUNTAS - Geovana Michele Alves segura no colo a filha Beatriz; mãe e bebê deixam Santa Casa neste domingo; bombeiros realizaram parto da criança na sexta-feira
Em uma moradia simples do Bairro City Petrópolis, zona Norte, a dona de casa Geovana Michele Alves, 20, deu à luz seu terceiro filho na noite de sexta-feira. Ela foi pega de surpresa pelo rompimento da bolsa. A família, que não dispunha de condições para transportá-la, acionou a UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros. O bebê nasceu nos braços dos policiais que atenderam a ocorrência. Os bombeiros foram acionados por volta das 22 horas de sexta-feira. Em menos de dez minutos o cabo Mendonça e os soldados Klaus e Fabiano chegaram na residência localizada na Avenida São Pedro. Depararam com a gestante sobre um colchão, com a bolsa rompida e em trabalho de parto. Em volta da mulher estavam a sogra, os outros dois filhos, sobrinho, cunhada e uma tia - o marido estava na casa de parentes. O desespero dos familiares assustou os vizinhos, que acionaram a PM. Os policiais - que também têm treinamento para fazer partos em situações de emergência - se deslocaram rapidamente para o local. “Os bombeiros já estavam no local e não havia o que fazermos”, disse o soldado Luiz. Ainda assim, os PMs ficaram até o final. Utilizando um kit próprio, que contém lençol esterilizado para envolver o recém-nascido, clipe para grampear o cordão umbilical cortado e chuquinhas para aspirar a criança, os bombeiros fizeram o parto em aproximadamente dez minutos. A mãe relatou de forma simples o evento. “De repente comecei a sentir dores e ela nasceu”, disse Geovana, que foi levada para a Santa Casa logo após o nascimento da filha, que se chamará Beatriz. A mãe não acreditou que daria à luz naquele dia, mas a sogra, a auxiliar de serviços-gerais Ana Célia Esperidião, 54, já havia previsto. “Eu sonhei que ela que tinha tido uma menina em casa e avisei a todo mundo”, disse a avó. A auxiliar foi quem pediu para chamar o Resgate. “Eles (bombeiros) foram muito competentes”, disse Ana Célia. O único ressentimento dela é não ter assistido todo parto, pois teve que ficar na sala vigiando os outros três netos.

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