O sistema de câmeras instaladas no Guanabara ajuda a polícia a evitar problemas envolvendo os detentos, mas não ataca a maior ameaça que a cadeia enfrenta hoje, a superlotação. Até quinta-feira, o número de detentos nas celas era de 450 presos, sendo que 191 entraram só este ano. A capacidade da cadeia é para 218 detentos.
De acordo com o delegado Eduardo Bonfim, caso não ocorra nada para diminuir este número, o perigo de uma revolta é iminente. "A gente sabe que se chegar na faixa de 500, dificilmente nós vamos conseguir segurar, já que não vai ter como o pessoal dormir e até mesmo ficar dentro das celas, o que pode levar a uma rebelião e destruição da cadeia." Para evitar isso, ele ressalta que está em contato constante com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), solicitando a transferência de presos.
O delegado diz que atualmente já não conta com estrutura para fazer com que todos os presos durmam em camas. "Hoje, na cadeia, se todos os presos dormissem na camas existentes, de valete (dois em cada cama), ainda teríamos 30 presos dormindo no chão. As pessoas dormem no chão, o que pode causar uma série de doenças, o que é uma preocupação constante".
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