Operação retira oito mendigos das ruas


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ASSISTÊNCIA - Guarda civil e o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, observam morador de rua caminhando para a perua que o levaria para o Abrigo Provisório
ASSISTÊNCIA - Guarda civil e o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, observam morador de rua caminhando para a perua que o levaria para o Abrigo Provisório
A primeira operação do programa Busca Ativa, criado pela Prefeitura com o objetivo de retirar das ruas e avenidas mendigos e moradores de rua, terminou com o recolhimento de oito homens entre os 31 localizados. Todos foram conduzidos ao Abrigo Provisório, onde tomaram banho e receberam roupas limpas, alimentos, assistência médica e psicológica. Ficarão no local por tempo indeterminado. Outros oito foram cadastrados, mas recusaram qualquer tipo de ajuda; 15 fugiram antes mesmo de serem entrevistados. Somente um dos abordados não é de Franca. Veio de Passos (MG) e ganhará passagem de ônibus para voltar para sua cidade. Na próxima semana haverá pelo menos outras duas ações semelhantes. O coordenador da operação, secretário da Ação Social Roberto Nunes Rocha, disse que o direito constitucional do cidadão de ir e vir será respeitado, mas que o trabalho oferece atrativos para que eles deixem as ruas. “Não podemos ver (pessoas morando nas ruas) e bater palmas”. Policiais militares, guardas civis e funcionários do abrigo realizaram a operação. Seis locais foram visitados. Em quatro deles foram encontrados mendigos: no Jardim Redentor - em uma calçada de terra -, no prédio abandonado do Centro Comunitário da Vila Santa Luzia, na Avenida Brasil e até na Concha Acústica da Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. Sobre a resistência de vários moradores de rua, o secretário garantiu que a equipe voltará a tentar um novo encaminhamento. “Em outras abordagens eles vão resistir, mas com insistência e perseverança, uma hora eles perceberão que esta ação é para o bem deles”. O Busca Ativa foi lançado, oficialmente, na quinta-feira pelo prefeito Sidnei Rocha, depois de um levantamento realizado pela Secretaria de Ação Social, que durou cinco meses. Neste período foram realizadas 73 visitas e identificados 36 pontos onde vivem os moradores de rua. A Secretaria cadastrou 104 pessoas, das quais 14 declararam não ser de Franca. Outras 68 alegaram não ter mais nenhum vínculo com familiares.

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