Aposentados, parabéns!


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Amanhã, dia 24 de janeiro, comemora-se no Brasil o Dia Nacional do Aposentado. Melhor seria se amanhã nossos aposentados tivessem motivos para comemorar. No País onde aposentadoria é sinônimo de recompensa por sobrevivência, nossos velhos vivenciam, na maioria das vezes, situações de quase absoluta miséria. Muitos, para sobreviver, precisam se submeter a subempregos. Para outros tantos só mesmo a mendicância consegue garantir o mísero sustento de suas necessidades. Usurpados pelo Estado durante anos a fio nossos aposentados ainda precisam reservar boa parte da aposentadoria para pagar o plano de saúde e os medicamentos, sem contar as contas da casa quase sempre estão cheias de agregados - filhos, filhas, netos, bisnetos, noras e genros. Especialista em dourar a pílula o Brasil tornou-se “expert” em medidas para `amenizar` o sofrimento dos idosos. Cria-se a cada dia uma espécie de panacéia, ora desconto em medicamentos, ora passagem grátis em ônibus municipais e intermunicipais, ora crédito consignado. Entre tantas pseudo-soluções chegou-se até a um estatuto do idoso. Uma verdadeira afronta! Afinal de contas, depois de anos trabalhando e pagando impostos, ajudando a construir o País seria completamente dispensável uma norma legal para se garantir respeito, dignidade e direitos aos velhos. A completa falta de ações preventivas e de educação em saúde faz dos velhos brasileiros verdadeiros hipocondríacos, dependentes de medicamentos para dormir, para acordar, para ter fome, para evacuar, para viver. A serviço de alguns, tal modelo de assistência médica favorece assim a medicalização de uso contínuo gerando gastos com medicamentos que na maioria das vezes não cabem no orçamento dos aposentados. Tido como fonte de conhecimento e sabedoria no Oriente, o velho do ocidente é sinônimo de estorvo muitas vezes renegado no seu próprio ambiente familiar. Não bastassem as dificuldades e limitações impostas pela própria velhice, homens e mulheres chegam à terceira idade marcados pelo estigma da rejeição social. Vítimas da violência, muitas das vezes praticada por gente do próprio sangue, muitos são consumidos pela dor até a morte. Como se vê, não apenas pelas palavras do colunista, mas principalmente pela realidade dura dos nossos aposentados, amanhã será um dia para poucas comemorações. Talvez uma aqui outra acolá. Talvez amanhã seja um dia de reivindicações, de manifestações, de clamor popular. Contudo, o ideal seria que preparássemos todos os dias um pouco a nossa própria velhice, fazendo o bem para os nossos velhos de hoje. Uma nação não pode avançar e considerar-se desenvolvida sem antes cuidar dos seus velhos. Não é possível colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz sabendo que gente que ajudou a pôr o País de pé está hoje na sarjeta. DELIRIUS POLITICUS Semana sem muitas novidades a não ser o fato de que o governador José Serra convidou para assumir a pasta do Desenvolvimento o ex-governador Geraldo Alckmin. Fora isso, só a chatice do noticiário a respeito da posse do novo presidente dos Estados Unidos. A versão norte-americana do nosso colorido ex-presidente chegou a Casa Branca com ares de salvador da pátria. Ou salvador do planeta? NESTA SEMANA TAMBÉM... ...comemorou-se o dia do farmacêutico. Profissional do medicamento por excelência, o farmacêutico é agente importante nas ações de saúde pública. Através das técnicas de atenção e assistência farmacêuticas é possível monitorar reações adversas aos medicamentos, agravos à saúde, promover o acesso ao medicamento com qualidade e segurança e principalmente contribuir para a adesão aos tratamentos propostos. SÓ PRA NÃO PERDER A PIADA Um casal de velhinhos está deitado na cama. A esposa não está satisfeita com a distância que há entre eles. Ela lembra: - Quando éramos jovens, você costumava segurar a minha mão na cama. Ele hesita e, depois de um breve momento, estica o braço e segura a mão dela. Ela não se dá por satisfeita: - Quando éramos jovens, você costumava ficar bem pertinho de mim. Uma hesitação mais prolongada agora e, finalmente, resmungando um pouco, ele vira o corpo com dificuldade e se aconchega perto dela, da melhor maneira possível. Ela, ainda insatisfeita: - Quando éramos jovens, você costumava morder minha orelha. Ele dá um longo suspiro. Joga a coberta de lado e sai da cama. Ela se sente ofendida e grita: - Espera aí, aonde você vai? - Buscar a dentadura, sua velha chata dos infernos! Alexandre H. Leonel Farmacêutico, ex-integrante do Conselho de Leitores - leonel@comerciodafranca.com.br

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