Força-tarefa vai tirar mendigos das ruas


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A Prefeitura lançará uma ofensiva a partir de hoje para retirar mendigos e moradores das ruas da cidade. A administração estima que haja entre 50 e 80 pessoas em situação de mendicância no município. O objetivo é levá-las para atendimento no Abrigo Provisório. Em seguida, a intenção é encaminhá-las para os familiares. Quem for de outras cidades será “convidado” a retornar para seus locais de origem. Policiais civis e militares vão acompanhar a operação para conter eventuais reações violentas. Para dar certo, porém, a iniciativa não depende apenas da ação do Poder Público, já que a intervenção só pode ocorrer se os mendigos - resguardados pelo direito constitucional de ir e vir - aceitarem ser retirados das ruas. Se não estiverem infringindo a lei ou perturbando o sossego não podem ser obrigados a sair do local. As medidas fazem parte do projeto Busca Ativa, apresentado ontem pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) em seu gabinete. A formação de um grupo composto pela polícia, guarda civil e funcionários do abrigo é a aposta do tucano para tentar reduzir o número de moradores de rua em Franca. É também uma resposta da administração aos moradores e comerciantes vizinhos da Praça João Mendes, que organizaram, em novembro, um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas pedindo a retirada de um grupo de andarilhos do local. Moradores de rua também costumam se concentrar nas praças central e do Cemitério da Saudade, na Estação, em feiras livres, diante de igrejas e em prédios abandonados. “Não dá para resolver, já que muitos optaram por morar na rua, mas vamos tentar minimizar (...) A opção de morar na rua não dá o direito a ninguém de ficar perturbando a vida dos outros”, disse Rocha. A abordagem inicial será feita por assistentes sociais e psicólogos, que tentarão convencê-los a ir para o abrigo. A reação não costuma ser agradável. Durante a apresentação do projeto, o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, afirmou que um guarda civil foi atacado com uma faca ao abordar um morador de rua no ano passado. “Eles são agressivos. Se não tomar cuidado, pode acontecer um homicídio”, afirmou. Na opinião do prefeito, a presença da polícia vai impor mais respeito e sua participação nas buscas será uma espécie de estratégia psicológica. “A polícia não vai prender, a não ser que encontre algum bandido”, disse o tucano. No abrigo, os moradores de rua vão receber alimentação, atendimento médico e psicossocial, participarão de programas de qualificação profissional e poderão ser encaminhados a comunidades terapêuticas para reabilitação e superação de eventuais vícios, já que muitos deles são alcoólatras.

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