Por um pouco mais de respeito


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Meu caro Luiz Neto. Às vezes penso que nesse País não tem homens. Ou, então, que somos todos um bando de covardes. Ou ainda, que a nossa paciência seja superior a dos povos de outros países. Penso também que a nossa capacidade de guerrilha fica armazenada nos porões da nossa covardia, sujeita a inspeções constantes de uma ditadura avassaladora, invisível, mas eficaz. Somos vítimas de um medo comparado só ao que tínhamos, quando crianças, do bicho papão. O bicho papão da atualidade é, sem dúvida, pior que aquele inocente, da infância, e nos consome aos poucos. Esse animal monstruoso tem nome e sobrenome: obrigações sociais e impostos vulgarmente conhecido por taxas; tarifas; plano de saúde; nota fiscal paulista e outros. Mas o ponto culminante da ação desse monstro acontece na velhice, pois remete os velhos à humilhação dos planos de saúde e da aposentadoria que não vale nada. Os planos de saúde aumentam o valor das mensalidades conforme o cidadão fica mais idoso; A aposentadoria diminui os rendimentos mensais dos idosos à cada ano, deixando-os à mercê da miséria. Nossas autoridades não movem uma palha em benefício dos pobres aposentados. Enquanto isso, eu e os outros covardes dessa nação ficamos apenas sonhando com um mundo melhor, incapazes de empunhar a arma da auto-estima e da comunicação, saindo por aí dando rajadas de coragem, tiros certeiros na preguiça, jogando bombas na ignorância, mísseis na incapacidade, granadas na intolerância... Quem sabe, com textos de motivação como esse, possamos finalmente nos unir e nos transformar em um grande exército, marcando em busca de um pouco mais de respeito humano... (Leia a coluna que Luiz Neto e Alexandre Fischer escreveram em dupla, disponível em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=39229) Valentim Miron Franca - SP ***** Muito adequado o texto sobre convênios. Que os planos estão muito parecidos com o SUS de anos atrás não vou discutir, pois estão atendendo muito mal. Porém, tenho certeza que é possível o SUS atender melhor. Temos exemplos em cidades pequenas. Cito o caso de Picada Café, do Rio Grande do Sul, que conheço bem. Lá, todos os moradores têm atendimento médico e dentário em locais públicos no mesmo dia. Os aposentados só precisam se cadastrar e ganham todos os remédios de que necessitam. Os médicos vão até onde residem pessoas com problemas de locomoção para realizarem atendimento. O que quero dizer é que há recursos para fazer tudo isso, desde que os responsáveis pelo dinheiro tenham vergonha e trabalhem com honestidade. Por que o sistema funciona em cidades pequenas? Porque as pessoas se conhecem e têm vergonha de ficarem mal faladas se fizerem péssimos atendimentos ou desviarem recursos públicos. Celso Utzig Franca - SP

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