Idealizador do projeto Busca Ativa, o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, classificou o problema dos moradores de rua como um “fenômeno social mundial”. Para ele, a situação é provocada pelo alcoolismo, desemprego e conflitos familiares. “Queremos dar o tratamento correto a estes cidadãos. Cada um vai fazer o que é de sua responsabilidade na área social para buscar o resultado positivo. Temos a preocupação de garantir a dignidade do ser humano”.
O Abrigo Provisório conta apenas com 57 vagas, sendo 33 para homens e o restante para mulheres. De acordo com o secretário, não haverá problema de superlotação por causa da ofensiva que começará a ser feita hoje. “A gente sempre dá um jeito. O ideal é 57, mas temos condições de absorver mais. Por outro lado, nunca vamos recolher a totalidade do pessoal. Não é sempre que são encontrados.”
O convencimento é a tática das assistentes sociais para que os mendigos deixem as ruas e voltem para seus lares. Muitos saem de casa por conta de vícios como o alcoolismo. “Muitos dizem que não têm família mas, aos poucos, nossa equipe vai ganhando a confiança e consegue tirar as informações necessárias para eles encontrarem a melhoria de vida. É quando aceitam o envio para a família, clínicas de recuperação ou para um emprego”.
O secretário afirmou que ninguém é retirado à força das ruas e que só são encaminhados para as cidades de origem os que aceitam.
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