Os presidentes dos sindicatos dos empregados e da indústria calçadista de Franca, Paulo Afonso Ribeiro e José Carlos Brigagão do Couto, respectivamente, estiveram frente a frente ontem para iniciar a rodada de negociações salariais relativas à data-base da categoria, 1º de fevereiro. O encontro aconteceu no auditório do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e durou duas horas. Entre as principais reivindicações, os sapateiros pedem 17% de reajuste e piso de R$ 740.
Para Ribeiro, a reunião serviu para apresentar algumas propostas e debater sobre o cenário atual do setor. A pauta contém mais de cem itens. O sindicalista acredita que, diante da receptividade da reunião, não enfrentará grandes problemas na negociação com a nova diretoria do Sindifranca (Sindicato da Indústria Calçadista de Franca). “Os empresários falam em fechar o acordo até o próximo dia 30. Esperamos que parte das nossas reivindicações seja atendida”, disse.
Na reunião, os assuntos que ganharam maior destaque foram o pedido de um piso salarial por função, o fim do trabalho por peça, um melhor controle do trabalho terceirizado, o fim das demissões de dirigentes sindicais e uma possível mudança do mês da data-base. O Sindicato dos Sapateiros propõe que as discussões salariais aconteçam no segundo semestre. “Pensamos que seria melhor para todo o setor começar a discussão em setembro. No segundo semestre, já temos um panorama do mercado”, disse Ribeiro.
Presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão considerou a reunião produtiva e aproveitou para apresentar pela primeira vez uma contraproposta. “Pensamos num reajuste de 1% globalizado, pois a nossa preocupação é conservar os empregos. Não adianta dar um reajuste alto e não ter emprego”.
A próxima reunião, que dá início definitivo às negociações, acontece na segunda-feira, às 9 horas, novamente no auditório do Ciesp.
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