Francanos estendem as mãos a Valéria


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Um dia após a cabeleireira Valéria Gomes de Freitas, 37, pedir ajuda, a população de Franca se mostrou solidária com a atual situação das sobreviventes da tragédia da Rua Ouvidor Freire.
Um dia após a cabeleireira Valéria Gomes de Freitas, 37, pedir ajuda, a população de Franca se mostrou solidária com a atual situação das sobreviventes da tragédia da Rua Ouvidor Freire.
Um dia após a cabeleireira Valéria Gomes de Freitas, 37, pedir ajuda, a população de Franca se mostrou solidária com a atual situação das sobreviventes da tragédia da Rua Ouvidor Freire. Telefonemas de apoio, doações e disponibilidade para trabalhos voluntários começaram logo nas primeiras horas da manhã. A imprensa da região também se interessou pela história. Valéria e a filha Júlia, 11, saíram com vida da chacina provocada pelo ex-seminarista Hélder Massucato, 46. No dia 24 de outubro, ele matou a mãe, dois de seus filhos e se suicidou em seguida. Desde ontem, o Grupo Corrêa Neves de Comunicação mantém um posto de arrecadação em sua sede. Doações de fraldas começaram a chegar cedo. No salão Valéria Cabeleireira, no Centro, o telefone não parou de tocar. Clientes e desconhecidos quiseram contribuir com fraldas e leite (Nutren) para Júlia. Uma das funcionárias disse ter atendido 15 ligações no intervalo de três horas. Uma fisioterapeuta se ofereceu para trabalhar na recuperação de Júlia voluntariamente. O Comércio da Franca doará um dia de assinaturas para Valéria e a filha (leia mais no apoio). Maria da Graça Martins, 54, é uma das francanas que deseja contribuir. Mas a ajuda não será material e sim a partir de sua experiência pessoal. O marido dela José Martins, 59, sofreu um derrame aos 48 anos e ficou com seqüelas. À época, a família percebeu que ele ouvia e criou um “código de olhares” para se comunicarem. Para cada letra do alfabeto, José pisca um número de vezes. Hoje ele até escreve poesias “dialogando” dessa maneira com a mulher. “Quando li a reportagem me identifiquei e quero conversar com ela e dar dicas sobre como usar a sonda para alimentação, como encontrar segurança neste momento e também como tentar se comunicar com a criança”, disse. As duas devem combinar um encontro para os próximos dias. Valéria ficou emocionada com a repercussão do seu pedido. “A intenção é focada totalmente na minha filha. Hoje (ontem) eu saí um pouco e pessoas me disseram que vão colaborar. Achei muito bonito o ser humano ter essa sensibilidade e o coração bom. Só quero agradecer”. No dia do crime, a cabeleireira foi atingida na cabeça e perdeu a visão do olho esquerdo. Ela ainda fará duas cirurgias no local. Até passar por tais procedimentos, não voltará a trabalhar em seu salão. Atualmente não possui renda e conta com familiares e amigos para sobreviver. Só com a filha, gasta R$ 1.600 por mês. Baleada pelo pai, a criança perdeu massa encefálica e ficou com seqüelas. Não anda nem fala. Permanece deitada o tempo todo e se alimenta por uma sonda no nariz. A mãe pede contribuição com fraldas de adulto tamanho M, Nutren 1.0 e kits para alimentação da filha, chamados equipos. COMO AJUDAR Doações podem ser feitas na sede do jornal, na Avenida Eliza Verzola Gosuen, 3103, no Jardim Ângela Rosa. Doações em dinheiro podem ser feitas no Banco Nossa Caixa. O número da conta é 19.029.097-3; agência 0020-5. A partir de hoje as pessoas que tiverem dificuldades para entregar os donativos poderão ligar para 3721-9001 e amigos de Valéria buscarão as doações. ÁUDIOS Confira a cobertura do caso no Especial do Blog GCN na Web -http://tiny.cc/especialvaleria E no Blog do Vaz - http://gcnvaz.wordpress.com/2009/01/22/recomecando/

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