‘O Estado tem dinheiro para fazer mais’


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O secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, disse que seu objetivo é atender às necessidades da população. Apesar do gasto e do desconforto que gera, encaminhar os pacientes para a região foi a solução encontrada. Comércio da Franca - Por que ficou decidido fazer estas cirurgias eletivas em outras cidades e não em Franca? Alexandre Ferreira - Foi o Estado que decidiu isso. O Estado achou por bem organizar estas cirurgias lá. Comércio - O senhor sabe qual a capacidade efetiva que a Santa Casa de Franca tem para fazer cirurgias eletivas? Alexandre - Entre 600 e 800 cirurgias por mês. Aí vai ter que perguntar para eles qual a capacidade dela efetivamente e se está trabalhando dentro da sua capacidade operacional. Comércio - A Santa Casa diz fazer 224 cirurgias eletivas por mês. Alexandre - Aí você vai ter que perguntar para eles: ‘Por que vocês não fazem se as cirurgias estão aí para serem feitas e tem dinheiro para pagar?’ Comércio - Eles dizem que é o número estabelecido no contrato com o Estado... Alexandre - Não... Estas cirurgias que são realizadas em Ribeirão são extra-contrato. Ela cumpre o contrato, perfeito. Só que tem dinheiro para fazer a mais. Então são 186 cirurgias de média complexidade e algumas de alta, num total de 222. Agora, o Estado tem dinheiro para fazer mais que isso. Tanto tem, que está pagando em Ribeirão. Agora, por que não poderia pagar para fazer aqui em Franca? Quem vai ter que responder isso é a Santa Casa e o DRS (Departamento Regional de Saúde). Só que essa falta de acordo entre eles, porque um não quis fazer e outro optou por comprar em Ribeirão, criou um gasto enorme para a Secretaria de Saúde no transporte e um desgaste desnecessário para o paciente que tem que ser transportado para fazer cirurgia.

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