Policiais civis de Minas Gerais e São Paulo fizeram na manhã de ontem uma operação conjunta com objetivo de desmantelar e prender integrantes de uma quadrilha especializada em assaltos a fazendas. A ação foi um complemento de operações anteriores e aconteceu em diversos locais do complexo Aeroporto. Ao fim, dez pessoas foram presas, dois revólveres apreendidos e alguns objetos roubados foram recuperados. O bando é suspeito de ter praticado pelo menos 20 ataques nos últimos dois anos a fazendas de café localizadas no Estado mineiro.
A operação contou com a participação de 140 policiais civis, sendo que 65 foram do Estado de São Paulo e os demais vieram das cidades mineiras de Passos, Cássia, Pratápolis, São Sebastião do Paraíso e Poços de Caldas. Dezenas de viaturas e um helicóptero da polícia de Minas foram usados na ação, que também contou com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) de Franca. O objetivo de todo aparato foi cumprir simultaneamente 25 mandados de buscas e prisões expedidos pela Justiça de Minas Gerais.
A maior concentração da polícia foi no Jardim Aeroporto e Santa Bárbara, onde a quadrilha estava sediada. As equipes divididas - com policiais fortemente armados - revistaram várias casas em busca de criminosos. Duas mulheres e uma adolescente foram detidas ainda dormindo em uma casa na Rua Honório de Lima, no Jardim Aeroporto III. Segundo a polícia, a dona do imóvel seria responsável pela negociação de produtos roubados.
Na ação, a polícia acredita ter prendido um dos líderes da quadrilha. Marcos Carlos Brandão, 27, “o Preto”, como é conhecido, foi preso em sua casa com dois revólveres calibre 38 e vários objetos que, segundo os investigadores, são roubados. “Parte do material encontrado na casa foram roubados de uma fazenda na região de Restinga. O “Preto” é apontado com um dos líderes do bando, tanto que duas armas estavam com ele”, disse o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
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Das dez pessoas presas, sete são da mesma família. Irmãos e primos, segundo a polícia, integravam o bando que soma mais de 25 criminosos. “Eles agiam como negociadores do café roubado e escondiam armas. Alguns são investigados por receptação de mercadorias roubadas”, disse o delegado Marcos Brito, de Passos (MG). Eles foram levados para a cadeia de São Sebastião do Paraíso (MG) e responderão por roubo e formação de quadrilha.
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