Exportações de calçados despencam 21% em 2008


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A indústria calçadista de Franca exportou, em 2008, 1,2 milhão de pares a menos que no ano anterior. O resultado significa uma queda próxima de 21%. De acordo com representantes do setor, o desempenho negativo já era esperado em razão da crise na economia internacional. As perdas foram atenuadas pela valorização de quase 20% do sapato francano no período. O preço médio do produto subiu de US$ 23,69 para US$ 28,39. Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgados ontem, no ano passado as indústrias de calçados instaladas no município exportaram aproximadamente 4,5 milhões de pares. Em 2007, foram 5,7 milhões. “Em dinheiro, as perdas ficaram perto de US$ 8,3 milhões, o que significa uma redução de apenas 6,13% no faturamento das empresas”, disse José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçado de Franca), referindo-se ao valor que os empresários, juntos, deixaram de ganhar no ano passado. Brigagão afirmou que os calçadistas francanos estão engajados, junto com os outros pólos paulistas do setor, em um movimento para pressionar os governos federal e estadual a implementar medidas que amenizem os efeitos da crise. “Entregamos pautas de reivindicações à Receita Federal e pessoalmente ao governador José Serra (PSDB)e ao presidente Lula (PT) na abertura da Couromoda. Até agora não obtivemos resposta, mas continuaremos tentando”, disse. Entre as reivindicações apresentadas pela entidade estão a redução de impostos, agilização na liberação do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), fortalecimento dos APLs (Arranjos Produtivos Locais) e reativação de uma linha de crédito específica para o setor. OS COMPRADORES Os dados do Secex revelaram também que os principais destinos dos calçados produzidos no município continuam sendo EUA, Venezuela e Argentina. A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) garantiu que este cenário tem passado por um lento movimento de inversão com a redução das exportações para o mercado americano - em recessão - e o aumento nas vendas para outros países da América Latina.

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