Tragédia terminou com quatro mortes


| Tempo de leitura: 2 min
O dia 24 de outubro de 2008 não será esquecido por Valéria Gomes Freitas. Era manhã de uma sexta-feira. Ela estava na casa da sogra dela, na Rua Ouvidor Freire, no Centro, onde morava havia 20 dias com o marido e os três filhos. Por volta das 10 horas, Valéria se preparava para ir trabalhar. Foi interrompida. Seu marido, o ex-seminarista Hélder Massucato, 46, atirou em sua cabeça usando um revólver calibre 32 que pertencia ao seu pai. Depois disparou contra a cabeça das filhas gêmeas Letícia e Júlia, do filho caçula Alexandre, 7, e atingiu sua mãe, Lourdes Massucato, 75, que morreu na hora. Em seguida, Hélder se matou. Como Valéria e Júlia, Letícia e Alexandre foram socorridos. Eles não resistiram e morreram no dia seguinte. A cabeleireira passou por cirurgia e recebeu alta em cinco dias. Ela perdeu a visão do olho esquerdo. Atingida na cabeça, Júlia perdeu massa encefálica e está com sérias seqüelas. Permaneceu 74 dias internada e recebeu alta da Santa Casa há duas semanas. Para Valéria, Hélder não agiu com maldade. Ela diz que não guarda ressentimento do marido. “Ele dizia que a gente não vivia num mundo de Deus. Acho que queria nos levar para um lugar melhor. Peço para Deus dar um lugar bom para eles. A gente não entende o que aconteceu mas tem que aceitar”. Ela conheceu Hélder aos 17 anos. Foram duas décadas de convivência. A cabeleireira diz que fica triste quando se lembra do dia do crime e prefere deixar na memória os bons momentos vividos com os familiares que morreram. “Procuro não pensar no que já se foi. Prefiro lembrar com saudade dos momentos com ele e meus filhos. Peço força para Deus para ficar bem porque a Júlia depende muito de mim. É triste, mas se eu ficar revoltada e com raiva é pior”, disse, chorando.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários