O secretário de Finanças do município, Sebastião Ananias, disse não estar surpreso com a ameaça das agremiações de não desfilar. Para ele, as queixas viraram rotina. “Todo ano as escolas (de samba) não se organizam e na última hora tentam colocar o prefeito em saia-justa com esta história de que ou arruma dinheiro ou não vão para a avenida”, disse.
Ananias garantiu que as exigências impostas têm como objetivo fazer com que haja uma “profissionalização” dos desfiles. Segundo ele, as escolas francanas passam o ano inteiro paradas. O secretário disse, ainda, que elas deveriam seguir o exemplo do que ocorre em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e até Batatais. “Se eles (dirigentes) estão fazendo tudo dentro do princípio de honestidade porque não serem fiscalizadas? Eu vou fiscalizar a aplicação do dinheiro”, garantiu.
Sobre as mudanças nas regras, Ananias deu a entender que só volta atrás mediante determinação de Sidnei Rocha (PSDB). “Cabe ao prefeito decidir se vamos continuar fazendo de conta que eles estão fazendo tudo nos conformes ou se nós vamos tratar esta questão das escolas de samba com a mesma seriedade com que se trata o erário público”.
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