Polícia prende dupla acusada de estuprar doméstica no sábado


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PRESOS - Um dos estupradores é visto numa sala do plantão. Ele e o comparsa confessaram o crime após quase serem linchados por populares no Jardim Esmeralda
PRESOS - Um dos estupradores é visto numa sala do plantão. Ele e o comparsa confessaram o crime após quase serem linchados por populares no Jardim Esmeralda
A polícia prendeu na tarde de domingo dois acusados pelo estupro e assalto a uma doméstica de 36 anos na madrugada do último sábado. Os desempregados EDS, 29, e FGL, 23, confessaram que, armados com uma faca, mantiveram relações sexuais forçadas com a vítima e roubaram o toca CD do carro do primo que a acompanhava. O rapaz ficou trancado no porta-malas do veículo durante o abuso. A PM chegou aos acusados após receber denúncia de que moradores armados com paus e pedras tentavam linchar dois homens no Jardim Esmeralda que seriam os autores dos abusos contra a mulher. Os policiais evitaram o linchamento e conduziram a dupla ao Plantão Policial. No local, confessaram a autoria do crime para a delegada Graciela de Lourdes David Ambrosio. Segundo a polícia, perto de cem pessoas tentaram agredir os acusados. EDS, morador no Jardim Esmeralda, foi cercado dentro de sua casa. Um rapaz tentou arrancá-lo do interior do imóvel e levou uma facada no braço. O segundo marginal preso se escondeu dentro do guarda-roupas de sua casa com medo da fúria dos populares. FGL, 23, assumiu que participou do crime, mas negou que tenha violentou a mulher. “Os mano deu um pau (sic) na gente dizendo que éramos estupradores e que iríamos sujar o bairro. Eu só mexi na bolsa dela. Não estuprei ela não”, disse na delegacia. Para a delegada Graciela, EDS disse que, a princípio, só queria roubar a mulher, mas depois reconheceu que abusou da vítima. “Para não falar que não fiz nada, ela só fez sexo oral. Eu, no momento, só fui fazendo carinho nela e coloquei a cabeça dela no meu colo. Não é fácil não senhor. Pedi (sic) desculpas aí pra todo mundo. A gente errou mesmo, sei que foi uma loucura mesmo. Eu estava louco, não sei por que aconteceu tudo isso”, disse A doméstica esteve no plantão e reconheceu os autores. Ainda abalada com o crime, a mulher narrou que EDS foi o mais violento. “Ele me xingava de prostituta e vagabunda. Dizia que se não ficasse quieta iria me matar. Foi terrível. Não desejo isso nem para um animal”, desabafou.

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