O velório da sapateira Aline Cristina Miranda foi marcado pela emoção e a dor de parentes e amigos. Ainda abalado com a morte da irmã, o curtumeiro Mauro Sérgio Miranda disse que não esperava que a jovem morresse em decorrência dos ferimentos. Segundo ele, Aline, mesmo ferida, ainda conseguiu ligar para uma amiga. Ela estava preocupada e pediu para avisar sua mãe do acidente. “Dentro do resgate ela já não estava mais falando, mas os batimentos cardíacos estavam normais”, disse Mauro.
O curtumeiro e a irmã ficaram no mesmo quarto na Santa Casa e ele presenciou o momento em que o estado de saúde dela se agravou. “Primeiro perguntei para médica se ela estava bem. Ela me disse que Aline havia fraturado uma perna, mas que não estava grave. Minutos depois eles correram com ela para o centro cirúrgico. Minha irmã estava morrendo”, disse o rapaz.
Outro fato que revoltou a família foi a liberação do motoqueiro que provocou o acidente. “O delegado me garantiu que eles iam ficar presos. Já pela manhã fiquei sabendo que pagaram fiança e foram soltos. Quer dizer que a vida da gente vale R$ 500? Eles estão soltos e minha irmã morta. Ela deixou uma filha de 1 ano e meio para criar”, disse Mauro.
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