O Pelotão da Polícia Ambiental em Franca, responsável por 22 municípios próximos, divulgou o primeiro balanço de autuações durante a Piracema - período de desova dos peixes -, iniciada em novembro e que só terminará em 28 de fevereiro. No período foram aplicados R$ 33 mil em multas. Durante estes meses, a pesca é liberada em poucos locais e equipamentos como redes ou tarrafas são totalmente proibidos. As restrições valem inclusive para pescadores profissionais.
Até o momento foram registrados 149 Boletins de Ocorrência e apreendidas 172 redes de pesca totalizando mais de 4 mil metros. Também foram recolhidas 16 tarrafas. A fiscalização é realizada por 40 homens que percorrem principalmente trechos dos rios Sapucaí e Grande. “A fiscalização é feita durante 24 horas. Cada região é em um determinado horário já que muitos pescam à noite e em outros rios durante o dia”, disse o tenente da Polícia Ambiental de Franca, Fernando Rafael Eufrásio.
O militar afirma que a maioria dos infratores agem longe da margem, de barco, o que facilita a identificação, mas há casos em que só as redes são encontradas. Elas são instaladas e seus proprietários voltam, horas depois, para buscar os peixes. Nesta caso, a rede é recolhida mas não tem como penalizar o responsável.
A punição para quem não respeita a proibição durante a Piracema prevê até prisão em flagrante. “O que vai determinar é a quantidade de peixe e do local onde a pesca é praticada”, afirmou Eufrásio.
O balanço geral será divulgado pela Polícia Ambiental no fim da Piracema. No ano passado, foram aplicados R$ 346 mil em multas entre os municípios de Franca e Barretos, nos Rios Grande, Sapucaí e Pardo. No período foram apreendidos 1.155 metros de redes e 16 tarrafas.
PIRACEMA
Até 28 de fevereiro é proibido pescar em lagoas marginais; a menos de 500 metros de confluências e desembocaduras de rios e lagoas, canais e tubulações de esgoto e até 1,5 mil metros das barragens de reservatórios de usinas hidrelétricas e de cachoeiras.
A pescaria durante o período da Piracema só é permitida com linha de mão ou vara, linha e anzol, caniço simples, com molinete ou carretilha com uso de iscas naturais e artificiais.
Colaborou Bárbara Borges
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