Independentemente do mérito da questão é constrangedor ler esse tipo de notícia! (leia em Objetiva, disponível em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=39148). Será que os nossos vereadores sabem realmente o que estão fazendo? Será que têm a mínima idéia do que se espera deles? Com tantos “doutores” na casa, um projeto inconstitucional é aprovado por unanimidade? Ou a inconstitucionalidade alegada foi apenas desculpa para o veto? O Pelé, cuja habilidade com as palavras é inversamente proporcional àquela que tinha com os pés, disse uma vez que o povo não sabia votar – para mim, uma das poucas vezes que disse algo com coerência. Quase apanhou. Os políticos ficaram indignados. Queriam/querem que acreditemos que fazemos as melhores escolhas. Enquanto isso, iletrados, amorais, demagogos, dissimulados, conchavistas, etc. pululam nas três esferas de poder, mas a responsabilidade é toda nossa que mantemos com os políticos uma perversa relação de clientelismo. Clientelismo estúpido porque damos o voto e não recebemos nada em troca. O povo em geral vê o vereador (em especial) como uma pessoa que possa “quebrar seu galho” quando necessário. Ou simplesmente, vota como se estivesse dando um presente que aparentemente não custa nada. Quantas vezes ouvi justificativas do tipo "votei em fulano porque ele é legal, é simples, é trabalhador, a gente vota nele sempre....". Ora, sinônimo de vereador é legislador – termo adotado nos países de língua hispânica – cuja função precípua o próprio vocábulo explica: fazer leis inteligentes, justas, equilibradas e criativas que beneficiem toda a sociedade, que permita o progresso em todos os sentidos, que proporcione paz, etc.
José Antônio da Silva
Franca - SP
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Parabéns à Câmara por ficar do lado dos moradores da cidade na questão de não admitir mesas nas calçadas. Tem vereador que fica dizendo que em outros lugares do mundo autorizam mesas nas calçadas. Esquece-se de dizer que são cidades turísticas. Franca não é turística. Gostaria de saber que lei obriga os vizinhos de bares de periferia a aspirarem fumaça de churrasqueira industrial, a ouvirem som automotivo e conviverem com o vandalismo de bares?
Cláudia Lemos
Franca - SP
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Infelizmente não teremos uma Câmara voltada para o debate. Os poucos que o produzem, como o professor Silas (Cuba, vereador) muitas vezes não é ouvido pelos colegas que preferem atender seus celulares ou ficar em outra sala tomando cafezinho à espera da hora de serem cordeirinhos do prefeito e aprovarem projetos que grande parte deles não lêem.
Marcelo Antônio Silva
Franca - SP
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É até bom que a nova Câmara comece mal. Quem sabe, "pisando na bola" desde o início o povo tenha mais tempo para se arrepender da besteira de tê-los elegido. Já que não colocaram lá gente com coragem suficiente para "encarar" um executivo mais determinado que eles, pelo menos irão assistir ao espetáculo "escada para a fama dois", protagonizado mais uma vez pelo prefeito Sidnei Rocha. Sou a favor de que os pedestres tenham o direito do livre acesso nas calçadas mas, certamente, dá para dividir o espaço com as cadeiras, porque todos têm o direito de usufruir, seja em pé ou sentado; tudo é só uma questão de ponto de vista. Quem foi que disse que calçada é só para transitar? Tem que servir também para sentar, descansar, esperar pelo ônibus, pelo táxi e por que não, para tomar um lanchinho? Não sei porque só a opinião das autoridades tem que prevalecer. O povo sabe o que é melhor e deveria ser consultado mesmo porque é o povo que caminha pelas calçadas. Quanto aos vereadores, que papelão! Saibam que traição é um pecado que não tem perdão...
Rosa Santa Batista
Conselheira deste jornal -Franca - SP
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