Fábricas retornam animadas da Couromoda


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A 36ª edição da Couromoda (Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro) terminou na última quinta-feira com saldo positivo na avaliação de grande parte dos empresários calçadistas de Franca. Para eles, a feira, realizada dos dias 12 a 15 em São Paulo, teve visitação abaixo do esperado, porém apresentou resultados satisfatórios no que se refere ao total de pedidos concretizados. No balanço da organização da feira, o movimento de visitantes ficou 10% menor em relação à edição passada, porém o volume de negócios se manteve igual. Segundo os organizadores, foram R$ 6 bilhões de vendas fechadas e encaminhadas para os próximos cem dias. Diretor de marketing da Sândalo, Téti Brigagão percebeu a queda na visitação de clientes, mas comemorou o aumento de 20% no número de pedidos. “Muitos clientes importantes não compareceram, mas os que foram fizeram boas compras. Temos pedidos até para a metade de março”. Responsável pelo marketing da Rafarillo, Ronilson Andrade disse que a empresa também voltou com resultados satisfatórios da feira. Nesta segunda-feira, a fábrica retorna em 100% sua produção para atender os pedidos. “Foi melhor que 2008, acredito que as vendas aumentaram de 25% a 30%”. Para o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria Calçadista de Franca) José Carlos Brigagão, as empresas presentes no estande coletivo da cidade se mostraram satisfeitas e já renovaram o contrato pensando em 2010. No que se refere a empregos, ele acredita que as recontratações devam começar nesta segunda quinzena do mês. LADO NEGATIVO Consultor em calçados, Zdenek Pracuch diz que percebeu a ausência de compradores do exterior, principalmente da Europa e Oriente Médio, na feira. Ele acredita que o número de pedidos feitos ficou a desejar e, por isso, os empresários precisarão ter muito “pé no chão” para tocar a empresa. “O funcionário não poderá ficar ocioso e a equipe de venda terá que ser ainda mais competitiva. O empresário está otimista, precisa desse otimismo, mas a situação não está tão boa”, analisa.

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