As redes municipal e estadual de ensino de Franca encerraram o ano letivo de 2008 com aproximadamente 500 alunos deficientes matriculados. As escolas ensinaram crianças e adolescentes com deficiências mental, visual, auditiva e física. Os números de 2009 ainda não foram fechados. As instituições ainda precisam avançar para ficarem totalmente preparadas para receber esse público, mas a estruturação física e capacitação dos professores já foram iniciadas.
Na Secretaria Municipal de Educação esse processo foi intensificado a partir de 2006. Atualmente, todas as Emebs (Escolas Municipais de Educação Básica) contam com pedagogas treinadas para lidar com estudantes deficientes. 20 profissionais da rede participaram de um curso oferecido com apoio do MEC (Ministério da Educação e Cultura) sobre todos os tipos de deficiência. “Concordamos com a inclusão como está ocorrendo, de forma natural e com muita segurança e tranqüilidade. Em relação aos alunos da Apae, temos o respaldo da comissão montada no ano passado”, disse Leonádia Macarini, responsável pelo setor de educação especial da Prefeitura, que atendeu cerca de 240 estudantes com deficiências no ano passado.
O governo estadual também investe na capacitação dos professores. A Secretaria do Estado de Educação mantém o Cape (Centro de Apoio Técnico Especializado) para oferecer treinamento aos profissionais e produzir materiais adaptados. Até o momento, a unidade capacitou 70 mil professores, sendo 50 de Franca. Dentre os temas tratados, estão ensino de língua portuguesa para surdos, práticas e recursos na área de deficiência mental e curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais).
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