Cambistas criam `bolsa de valores` no Póli


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Cambistas abordam veículo no Póli: interesse em partida de basquete ‘encheu’ o local na quinta-feira
Cambistas abordam veículo no Póli: interesse em partida de basquete ‘encheu’ o local na quinta-feira
Na porta do Estádio Morumbi, no Poliesportivo em Franca ou em qualquer festa e show é fácil encontrá-los. Cambista é uma ocupação estudada por economistas e ao ser descoberta por profissionais de outras áreas, torna-se motivo de curiosidade. Este "trabalho", que exige inteligência empresarial e pode render grandes lucros para quem descobre o segredo, deu mostra de força nesta semana em Franca. Mas quem assume o "cargo" também está sujeito a grandes perdas. Por isso, na porta do Póli, quinta-feira, muitos brincavam que trabalham na "bolsa de valores dos ingressos". Na cidade, o evento esportivo a receber maior atenção destes "profissionais" são os jogos de basquete. Não em qualquer partida, mas em disputas decisivas como a quinta partida da semifinal do Campeonato Paulista. É certa a presença deles nos confrontos finais, na próxima semana. Não há um número exato de quantos "agenciadores de bilhetes" - denominação dada pelos próprios cambistas ao ramo praticado - existem em Franca, mas é certo o interesse pelo trabalho. Somente na última quinta-feira à tarde, cinco horas antes do encontro entre Franca Basquete e Paulistano no Poliesportivo havia 18 vendedores espalhados pelo complexo. Alguns decidiram ficar já na entrada do Póli para tentar vender bilhetes antes que os outros. A partir dali, o caminho que leva às bilheterias estava com pelo menos duas pessoas de cada lado da rua todas com ingressos à venda. Os bilhetes com preços de R$ 5 (arquibancada) e R$ 10 (numerada) eram encontrados por R$ 15 e R$ 25, respectivamente. Podia haver negociação, mas nada de abaixar o preço e fazer concorrência com os outros colegas de trabalho. Há um princípio de cartel velado para que ninguém saia prejudicado. Para entrar nesse filão da economia, é preciso um investimento arriscado. "Cada um compra entre 50 e 100 ingressos. Quem falar que comprou menos está mentindo. Você oferece por um preço e precisa ter a percepção de saber quando pode aumentar ou vender mais barato, só para não perder muito. Em casa estou com um monte de bilhete de outras ocasiões que perdi", disse um dos cambistas de 31 anos, que obviamente pediu para não ser identificado. Ele calculou ter ganho R$ 1 mil só na quinta-feira. "Isso aqui já é profissão. A gente vive de vender ingressos", disse outro cambista, que depois de vender bilhetes no Poliesportivo, quinta-feira, disse que viajaria para Patrocínio (MG) com outros 15 colegas. A intenção é comercializar ingressos em um show de pagode e depois trabalhar na apresentação de João Bosco & Vinícius. "Cada um vai no seu carro ou nos juntamos para dividir os gastos", completou.

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