Uma Praça Abandonada


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A Praça da Capelinha, uma das maiores e mais antigas da cidade, está abandonada. Localizada em área tradicional, na Cidade Nova, em frente a Igreja Nossa Senhora Aparecida, apresenta - em seus cinco mil metros quadrados de extensão - sinais do descaso. Em frente a igreja, as pedras do calçamento estão soltas; postes de energia elétrica tiveram os fios arrancados por marginais; vários "corotes" de pinga vazios são encontrados no chão. Isso fora o mato alto, o lixo atrás dos bancos, esses mesmos bancos sendo utilizados como escora para sacos de lixo e o uso e tráfico de entorpecentes praticados no local. Há seis meses, a população reclama e pede providências para a Prefeitura, mas nada foi feito até agora (leia mais abaixo). A proximidade da polícia não inibe os vândalos e os marginais. A meio quarteirão da praça fica a Associação de Cabos e Soldados da PM. A 500 metros, está o 3º Distrito Policial. O fluxo de viaturas nos dois locais é contínuo. O estande do Tiro de Guerra é separado por apenas uma rua. Mas nada disso assusta. No muro do salão da Capelinha, em frente a praça, foram pichados os seguintes dizeres: "O Bonde da Capelinha meti (sic) bala até nos home! (policiais, na gíria)". Os moradores próximos, acostumados a se exercitar ou passear pela praça, se dizem incomodados com a falta de manutenção e limpeza e a presença de traficantes e viciados. "É um dos poucos lugares da cidade em que as pessoas podem caminhar sem se preocupar com os automóveis, mas infelizmente temos que conviver com essa situação de abandono que piora a cada dia", disse, indignado, o contador Roberto Cruz Azevedo. "O tempo todo tem gente usando e vendendo drogas por aqui", disse outro morador, que pediu para não ter o nome divulgado. Segundo este morador, a polícia passa pelo local, mas não resolve o problema. Os marginais deixam o local ao ver as viaturas e voltam instantes depois. "Basta a viatura sair para que eles voltem para a praça como se nada tivesse acontecido", completou. PROVIDÊNCIAS A reportagem procurou as polícias Civil e Militar por telefone para saber se alguma medida será adotada em relação à denúncia dos moradores. No 3º DP, os únicos autorizados a se pronunciar, segundo a secretária do DP, que atendeu às chamadas, são os delegados Daniel Radaelli e Luiz Carlos Almeida. Nenhum foi encontrado. Radaelli está em férias e Almeida viajando. O capitão Marcos Morais de Araújo, responsável pela 1ª Companhia da PM, não estava em sua sala e não retornou as ligações direcionadas ontem a ele. O tenente-coronel João Paulo Brandão, comandante do 15º Batalhão, também não se manifestou. Sua secretária informou que o oficial estava em reunião.

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