Ainda o debate


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Estive em Franca no mês de dezembro e, com atraso, acabei lendo sua coluna "Amor materno em debate" (disponível em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=38311). Ainda não me sinto bem quando tenho que voltar a Franca, mas estar com os familiares e continuar vivendo a vida é essencial. Não sou uma pessoa revoltada e tenho feito de tudo para continuar vivendo. Minha fé em Deus e o amor das pessoas é que têm me sustentado. Você disse em seu texto algo que vem de encontro ao que penso: devemos perdoar o pecador, mas não o pecado, que continua latente e fazendo muitos e muitos sofredores. O amor materno é grande e, na maioria das vezes, justo. Tenho certeza que essa mãe (a leitora se refere à Sra. Maria Aparecida da Silva, que tem filha presa na África do Sul, condenada por tráfico de drogas) deve sofrer e se envergonhar muito da conduta de sua filha, mas sei que o amor dela não deve ter se alterado em nada. Estou morando hoje em uma região de pessoas muito carentes, tão sofridas, com problemas de todas as espécies, mas que é um povo feliz, generoso, humilde, que luta muito com dignidade e honestidade para manter famílias e filhos. Penso que o caminho mais fácil para o sustento próprio é que traz desgraças e sofrimento. Sinto isso na própria carne. Quero agradecer por suas palavras generosas. Só Deus para ajudar as mães que infelizmente têm que ver os filhos seguirem caminhos que não são os desejados por elas. Muita paz e sucesso. Silvia Helena de Carvalho Franca - SP

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