A Polícia Civil encaminhou para a Justiça na segunda-feira o resultado da perícia do sêmen colhido no corpo da vendedora Kênia Bruna Bazon, assassinada em 23 de agosto do ano passado no Parque Vicente Leporace.
O laudo confirma a presença de esperma do marido de Kênia, Simão Ribeiro da Silva, e do acusado de tê-la matado, Rogério Luciano Alves, 28, que está preso pelo crime na cadeia de Pedregulho. Na prática, o resultado apenas confirma o que a polícia já sabia: que houve relação sexual entre a vítima e o acusado.
Mesmo não existindo laudo pericial que confirme se o ato aconteceu mediante violência ou de forma consensual, como afirma Rogério, para a polícia é mais um indício de que houve estupro. "Uma série de evidências que foram colhidas apontam isso, como as marcas de violência no corpo da vítima. Ele afirmou que não havia terminado a relação. O exame aponta que sim. Tudo o que foi colhido indica que foi uma relação forçada", disse o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Márcio Murari.
Kênia Bazon foi encontrada morta por estrangulamento dentro de sua casa. A polícia defende a tese de que o crime foi de estupro e latrocínio, já que Luciano teria furtado objetos da vítima.
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