Este mês de janeiro será inesquecível para Jéssica Catrine Eusébio Ferreira. Aos 18 anos, ela acaba de receber seu primeiro salário. Depois de passar dias ralando mais de 12 horas numa loja de roupas do Centro, finalmente, ela obteve seu pagamento (R$ 560). “Foi a primeira vez que consegui algo com o meu próprio trabalho. Pode até ser pouco, mas não dá pra esquecer o prazer de conquistar um objetivo”.
Passada a euforia, Jéssica agora tem um novo dilema: como gastar bem esse dinheiro? Boa parte dos jovens acaba se empolgando com o salário e gasta tudo de uma vez comprando roupas, eletrônicos ou perfumes. Quando percebe, não tem mais nem um centavo.
Para o economista Antônio Santos Moraes Júnior, o anseio, o consumo reprimido e a satisfação pessoal podem fazer com que o primeiro salário seja realmente gasto com supérfluos. “É até perdoável que seja assim. Mas que fique claro: perdoável só para o primeiro salário!”.
Moraes recomenda aos jovens que guardem 10% do que ganham para garantirem um futuro mais tranquilo. “O problema é que as pessoas só pensam em aposentadoria quando estão prestes a gozar do benefício. Aí, pode ser tarde”, advertiu Moraes.
Outra dica do economista é investir em imóveis - quando possível - e na formação profissional. Faculdades, cursos de aperfeiçoamento, especialização, idiomas e tecnologia, por exemplo, são formas de fazer o salário progredir e crescer, já que podem trazer promoções na carreira. Em resumo poupar e investir em si mesmo e na formação profissional são as melhores formas de gastar o primeiro e os outros salários que virão depois. “Gastar com consciência e responsabilidade é a mais preciosa das dicas”, brincou o economista.
O Se liga ouviu jovens pelas ruas de Franca para saber o que fizeram com seus primeiros salários. Confiram o resultado na página.
Colaborou Paula Faciroli
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