‘Minisseqüestro’ vira atração na Vila Santa Luzia


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CONFUSÃO GERAL - Centenas de curiosos se aglomeram em frente à casa onde uma mulher era mantida refém na Vila Santa Luzia, na tarde de ontem: polícia teve dificuldades para afastar a multidão
CONFUSÃO GERAL - Centenas de curiosos se aglomeram em frente à casa onde uma mulher era mantida refém na Vila Santa Luzia, na tarde de ontem: polícia teve dificuldades para afastar a multidão
O mecânico MHS, 29, manteve durante duas horas a desocupada VAPS, 40, sob a mira de uma arma. O caso aconteceu no fim da tarde de domingo, na esquina das Ruas Alan Kardec e Doutor José Diniz Moreira, na Vila Santa Luzia. A confusão teria sido motivada por um desentendimento sobre a posse de drogas, mas o caso ainda vai ser investigado pela Polícia Civil. Ambos seriam viciados. Familiares da vítima disseram que MHS teria dado falta de uma porção de drogas e se apossado de um revólver para tirar satisfações com VAPS, quem culpava pelo sumiço. Eles estariam em uma praça da Vila Santa Luiza, com um grupo, possivelmente negociando drogas, quando começaram a discutir. Um tiro teria sido disparado quando vizinhos chamaram a polícia. Quando a PM chegou ao local, o rapaz tomou VAPS como refém e tentou fugir usando o carro do auxiliar de serviços gerais, IRS, 48. Ao perceber que MHS tentaria levar seu carro, IRS reagiu e foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça. Ele desistiu de roubar o carro e arrastou VAPS até a garagem de sua casa, a poucos metros dali. Na garagem ele chegou a disparar outros dois tiros, mas não atingiu ninguém. Em minutos o local foi cercado por aproximadamente uma dezena de viaturas da Polícia Militar e duas do Corpo de Bombeiros, que permaneciam alerta para socorrer possíveis feridos. Durante a negociação, MHS chegou a pedir um celular para conversar com familiares e ouviu apelos de sua mulher, que pedia que ele se entregasse. Gritando muito com os policiais, o rapaz indicou várias vezes que iria se entregar e foi até o portão da casa, mas em nenhum momento soltou VAPS, que permaneceu imobilizada por uma “gravata” e com o cano do revólver encostado à sua cabeça. Quase duas horas depois ele efetuou um último tiro e anunciou que iria se entregar deixando a vítima sem qualquer ferimento. Levado ao Plantão Policial, MHS foi autuado em flagrante pelos crimes de cárcere privado e disparo de arma de fogo, sendo encaminhado para a Cadeia do Jardim Guanabara, onde aguardará decisão judicial. DROGAS Na tarde de ontem familiares informaram que MHS é viciado em drogas e que teria sofrido um surto. Segundo parentes, sua mulher teria passado a tarde tentando providenciar internação em uma Clínica de Desintoxicação. Apesar da grande movimentação causada pela ocorrência, nenhum vizinho quis dar informações sobre o caso. Para se omitir, praticamente todas as pessoas abordadas pela reportagem disseram não morar na área. No endereço fornecido pela vítima, no Jardim Aviação, seus familiares informaram que VAPS já esteve presa três vezes e confirmaram que ela é viciada em drogas. “Ela usa álcool, crack e maconha”, disse a mãe de VAPS. Mãe de cinco filhos, um adulto, duas adolescentes e duas crianças, a mulher praticamente não aparece em casa e costuma permanecer dias a fio usando drogas, numa casa próxima ao local do sequestro. EXTRA Ouça esta notícia veiculada pela Rádio Difusora 1030 khz AM pelo link: http://tiny.cc/nT9wG

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