Primeiro dia: movimento intenso, vendas nem tanto


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Enquanto as autoridades políticas falam em otimismo, os empresários do setor preferem a palavra “esperança”. Apesar do intenso movimento de lojistas no primeiro dia da feira, calçadistas ouvidos pelo Comércio disseram que as vendas não aconteceram com a intensidade que esperavam. A expectativa é de que a partir de hoje os pedidos comecem a se concretizar. “Tivemos muita visitação, contratos nem tanto. Os compradores vieram mais para conhecer, consultar nossa coleção. Acredito que a partir de amanhã (hoje) eles vêm comprar”, disse Natália Alves Silva, proprietária da Path Way Calçados Femininos. O diretor da Mazuque Ângelo Pereira também lamentou a falta de pedidos. O industrial espera vender 7 mil pares nos quatro dias de Couromoda. Se não aparecer mais compradores hoje, ele não deverá atingir a meta. “Vou esperar vender na exportação”, disse temeroso. Se alguns lamentaram, há quem esteve feliz com o primeiro dia da feira. Jaime Borges, diretor da Stefanello, comemorou não só o fato de o presidente ter visitado seu estande, mas o volume de calçados vendidos. Foram 4 mil em menos de quatro horas de feira. O presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, também acredita que as vendas vão acontecer. “Vamos fazer um balanço apenas na quarta-feira, mas pelo movimento e visitação dentro dos estandes, acho que vamos conseguir alcançar os objetivos e eles (os empresários) venderem o que querem”. A organização da Couromoda não informou quantas pessoas passaram ontem pelos pavilhões do Anhembi na capital paulista. Até o final da feira são esperados 77 mil lojistas.

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