Quando a Lei Seca entrou em vigor em 20 junho de 2008, o bafômetro ganhou repercussão nacional. Passou a ser um importante aliado da polícia na fiscalização de motoristas suspeitos de estarem embriagados. Mas, afinal, como funciona este aparelho? O que faz com que ele consiga detectar a presença de álcool no sangue de um motorista?
Em Franca o soldado Wellington Veronezi, do Policiamento de Trânsito, é o responsável pelo controle dos bafômetros. De tecnologia americana, o aparelho é considerado o mais “completo” e imune a erros. O aparelho não tem botão de liga ou desliga. “Ele é ativado quando o bocal (que é descartável) é conectado”, disse o policial.
O visor informa a temperatura do ambiente, data, hora e o número do teste. “Todos (os testes) ficam armazenados na memória do aparelho que tem capacidade para 1.025 testes. Depois os resultados são transferidos para um computador”, disse Veronezi. A partir do momento em que o aparelho é ligado, o policial tem três minutos para iniciar os procedimentos. Do contrário, ele se desliga sozinho.
Uma reação química permite que o bafômetro detecte a presença de álcool no sangue. Segundo o professor de química, Ivan Carlos Storti, 44, o bafômetro tem um dispositivo eletrônico que calcula e determina o teor de álcool no organismo. “Quando a pessoa sopra no bocal, o ar do pulmão aciona uma substância que fica em um tubo de platina contendo ácido dentro do aparelho. Se a pessoa bebeu, o álcool reage com a substância, alterando a sua cor. Como os dispositivos utilizados possuem um sistema de fotocelulas ligado a um medidor, ele acusará o teor de álcool ingerido”.
A reação que ocorre, segundo o professor, é chamada de oxidação. “Como o íon da substância é de coloração avermelhada, ele irá se transformar em verde se houver algum indício de álcool no hálito de quem está fazendo o teste. Os fotosensores identificarão a intensidade do verde e, com base nisso, a quantidade de álcool no sangue será revelada”. Veja mais detalhes no quadro abaixo. Atualmente em Franca apenas dois aparelhos de bafômetros estão em funcionamento.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.