Aspa busca `jovens gigantes` para a temporada 2009


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EM BUSCA DE TALENTOS - Da esquerda para a direita, Carlos Rodrigues, o “Carlão”, Nilton Gonçalves, Jamil Costa e Josiel Venerano, respectivamente, coordenador e técnicos da Aspa, posam para  foto na quadra do Póli
EM BUSCA DE TALENTOS - Da esquerda para a direita, Carlos Rodrigues, o “Carlão”, Nilton Gonçalves, Jamil Costa e Josiel Venerano, respectivamente, coordenador e técnicos da Aspa, posam para foto na quadra do Póli
Procura-se jovens de até 15 anos, com altura próxima dos 2 metros, com biótipo para crescer mais, boa coordenação motora e mobilidade. Características como essas serão muito bem vindas no trabalho de garimpo que a Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete) fará neste mês para tentar encontrar novos talentos. Técnicos e o coordenador da associação Carlos Roberto Rodrigues, o Carlão, acertam os últimos detalhes para realizar a peneira entre os dias 19 e 23 deste mês no Ginásio Champagnat na Rua Capitão Zeca de Paula, 2000, no Centro e no Póli na Avenida Francisco Paula Quintanilha Ribeiro no Parque Francal. A procura dos jovens é específica para a formação de novos pivôs, principalmente da posição cinco, onde geralmente atua o maior atleta de uma equipe, que tem a obrigação específica de jogar embaixo da cesta e pegar rebotes. Atletas dessa posição estão em falta no cenário esportivo nacional. A escassez é sentida pelo próprio Franca Basquete, que ficou uma temporada sem um jogador nesses moldes. Nos últimos dois anos, atletas norte-americanos chegaram a fazer testes no clube, mas sem sucesso. Para este ano conseguiu encontrar Deivisson, 2,12 m, que tem tamanho, mas necessita de evolução técnica. "Os pivôs são mais difíceis de serem encontrados. Muitos estão jogando fora e outro problema são os salários, que costumam ser altos", avalia o técnico Hélio Rubens Garcia. Segundo Carlão, não faltam garotos procurando espaço. "Muitos ligam para cá e querem jogar em Franca, agora, é preciso selecionar e participar das peneiras", disse. Pelo menos três jovens com potencial foram indicados ou entraram em contato por telefone com a Aspa com o interesse de fazer teste. Um deles, morador no Paraná, tem 14 anos e 2,01m. Carlão disse que as dificuldades são conhecidas, mas que não pode haver "corpo mole" das pessoas envolvidas no trabalho. "Para atingir os objetivos que nós traçamos na Aspa demora. Para obter resultados são no mínimo três anos de trabalho de formação. Às vezes depois de 10 anos só encontramos um. Mas vamos procurar fazer o melhor", reconhece Carlão. JÁ DEU CERTO O último pivô que despontou na Aspa - e posteriormente na categoria de base do Franca Basquete - e ficou famoso foi Anderson Varejão, hoje com 25 anos. Com 2,08 m, chegou à cidade em 1998, vindo do Espírito Santo, logo na fundação da associação. O então garoto foi indicado por seu irmão, o também pivô Sandro Varejão, que à época atuava no time adulto. O pivô joga atualmente no Cleveland Cavaliers, time líder da Conferência Leste da NBA, a liga norte-americana de basquete, e não raro se destaca nas partidas da equipe. Tem a confiança do grupo e é ídolo dos torcedores.

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