O mercado de piscinas trabalha essencialmente com três modalidades de produto: as de alvenaria com azulejos, praticamente inexistentes em projetos residenciais; as de fibra de vidro e as de vinil. Nas casas especializadas, esta última vem sendo a mais procurada e indicada por arquitetos, por razões, principalmente, de custo e acabamento.
O acompanhamento de um profissional, embora não obrigatório, é aconselhável no momento de se definir o futuro projeto. Com uma ampla carteira de clientes, o empresário Ricardo Belluomini, da Sol Piscinas, diz que a imagem tradicional da piscina inteiramente azul e “quadradona” não existe mais. “Muitas vezes o cliente chega com ideias que não servem. Aí falamos o que pode ser feito, como a altura ideal, entre outras informações”, disse.
Hoje, além dos acabamentos oferecidos pela empresa que fabrica as piscinas que sua loja vende, ainda é possível personalizar o visual, com desenhos ou logotipos. Além disso, outros materiais se misturam à estrutura, como granito, coisa impensável algum tempo atrás.
Com a ajuda profissional, o cliente consegue finalizar o projeto, definindo tamanho, local para instalação, acessórios e a decoração no entorno, que pode ser um ajardinamento ou uma churrasqueira. Opções não faltam.
Com todas as informações na mão, a empresa manda o projeto da piscina em arquivo digital para a fabricante do vinil. Na viagem de volta, o produto chega no formato definido para ser instalado. O projeto não está completo se não prever a finalização dos trabalhos de alvenaria e hidráulica.
Tendo por base um projeto simples, cuja piscina tenha medidas aproximadas de quatro metros de largura por oito de comprimento, Ricardo Belluomini estima o custo em R$ 13 mil, embora algumas possam chegar a R$ 60 mil, como é o caso da instalação feita em uma propriedade rural na região de Franca. No próprio show-room da Sol Piscinas, no Centro da cidade, uma pequena piscina com menos de dois metros de largura e formato circular está orçada em R$ 8 mil.
Seguindo tendências arquitetônicas, hoje em dia é quase impossível encontrar um projeto que não contemple a prainha, geralmente uma parte da piscina com menor profundidade, própria para crianças ou para colocação de cadeiras. Outros mimos, como bancos de aço, “bar molhado” e iluminação com leds estão disponíveis.
Determinado o projeto, o prazo para instalação beira os 45 dias, computados aí os trabalhos de escavação, alvenaria e tubulação. Depois de terminada, o proprietário precisa prestar atenção à conservação da piscina, coisa que a loja que desenvolveu o projeto deve ter condição de explicar e dar assessoria. A piscina tomada como exemplo, medindo 32 metros quadrados, teria um custo de R$ 50 de manutenção por mês. Também existem profissionais na praça que prestam esse serviço, com preço a combinar.
A opinião do empresário Ricardo Belluomini para tanta procura está no fato de que as pessoas estariam procurando um ambiente mais aconchegante em casa, de olho na valorização do imóvel. “Hoje, atendemos uma proporção de 50% de clientes que estão construindo, como obras já prontas”, disse ele. “Dados do mercado comprovam que o investimento em uma piscina eleva o valor médio da propriedade em até 30%”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.