O professor Renato Fonseca de Andrade, 41, coordena os cursos de pós-graduação da Unifran (Universidade de Franca) voltados para a área de administração. A grade curricular obviamente privilegia a formação de um profissional apto a tomar decisões rápidas nas empresas em que forem atuar, principalmente nos cargos de gerência e direção.
Para ele, qualquer curso de especialização, independente de sua duração, carga horária ou nível de formação agrega valor à carreira de quem se dispõe a continuar ou a voltar para uma sala de aula. “Não se pode parar de aprender nunca. Um curso dá a reciclagem que o profissional precisa e um contato com o que há de mais moderno no seu campo de atuação”, disse Andrade.
“Eu acredito muito no retorno que o contato com outros profissionais oferece, na ampliação de sua rede de relacionamentos”, acrescentou o professor usando exemplos de alguns ex-alunos que tiveram oportunidade profissional em empresas dos próprios colegas de curso.
Em boa parte das vezes, quem procura um curso de especialização em administração de empresas, como o coordenado por Renato Andrade, está atrás de uma capacitação que permita conduzir melhor seu próprio negócio. Não raro, aparecem dentistas, médicos e advogados entre os alunos.
Como conselho orienta a procurar algo na área em que pretende se desenvolver. Não há muito espaço para erros na escolha, mesmo porque os cursos são curtos, com duração de 360 horas, definida por legislação federal.
Sua recomendação é sempre conversar com a coordenação do curso escolhido, procurar o histórico dos cursos, o dia-a-dia das aulas, conhecer ex-alunos e professores. “É preciso tomar a decisão com inteligência e não encarar o desafio como obrigação, mas como prazer”.
Dentro do contexto econômico e de negócios, Andrade chama a atenção para a necessidade do aperfeiçoamento contínuo. A pós-graduação, enfatiza, é uma opção interessante que oferece ao aluno ou profissional informações muito próximas de sua realidade.
TENDÊNCIA
A realidade do mercado de trabalho no interior ainda guarda certas distâncias para os das capitais e regiões metropolitanas. Certo? Errado! Estes dois mundos nunca estiveram tão próximos, e salvo empregos em que o diploma de graduação ainda é o mais importante, para certas carreiras, aqui ou lá, a concorrência está imprimindo uma lei bem conhecida dos profissionais de recursos humanos: só valem os mais bem preparados.
A psicóloga Ana Paula Barbosa Indiano de Oliveira é especialista em didática, mestre em educação, doutora em serviços sociais e consultora de empresas. Professora universitária, atua também em processos de seleção de currículos para grandes empresas de Franca e de cidades da região, onde a tendência é que as exigências dos empregadores se igualem a de seus homônimos nos centros mais desenvolvidos na hora de contratar empregados.
Neste sentido, possuir uma pós-graduação na bagagem pode fazer toda a diferença entre ficar ou não com a vaga pretendida. “Em empresas com abrangência regional isso já é observado. Já aquelas com atuação local estão apenas começando”, disse ela, ratificando que mesmo com esse avanço, apenas uma pequena parte das contratações em nível local segue essas determinações, o que não acontece em grandes centros, onde o número maior de concorrentes leva a uma inevitável rigidez na seleção.
“Mas mesmo no interior, quando se procura um executivo, por exemplo, exige-se uma qualificação maior, que em nada se distingue de outros lugares”, afirma.
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