Assessores: discrição é a única regra


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Durante as sessões da Câmara Municipal às terças-feiras a presença deles é quase imperceptível. Alguns nem vão ao plenário. Ser discreto e nunca aparecer mais que os seus contratantes é o principal item da rotina dos assessores parlamentares em Franca. No dia-a-dia a discrição não é tão marcante. Os assessores assumem parte das responsabilidades dos vereadores e, entre outras atividades, atendem a população - pessoalmente e por telefone - preparam a agenda dos chefes, pesquisam propostas para projetos de lei e, em alguns casos, até os elaboram. Cada vereador tem direito a contratar um assessor com salário mensal de R$ 2 mil (até dezembro de 2008). Valor acima do ordenado inicial de um professor (R$ 1,4 mil) e próximo ao de um médico (R$ 2,5 mil). Apesar da valorização do cargo, não há definição regimental que defina escolaridade mínima para os ocupantes do cargo. Os vereadores reeleitos mantiveram seus assessores. Dos oito novos parlamentares, seis já tinham definido os auxiliares antes da posse e já contavam com seus serviços na primeira sessão ordinária na última terça-feira. Os outros dois, Vanderlei Tristão (PTB) e Paulo Afonso (PT), discutem nomes com seus partidos. EXPERIÊNCIA Sem a exigência de um diploma, a maioria dos assessores é nomeada por proximidade com o vereador ou indicação política. Mas há os que se especializam. Como Luiz Henrique Garcia, 28. Único detentor de curso superior entre os assessores dos vereadores eleitos - cursou biomedicina - e trabalhou com Luiz Carlos Fernandes (PSDB) entre 2003 e 2008. Mesmo com a aposentadoria do tucano, Garcia continuou empregado, agora, no gabinete de Paulo Zamikhowsky (PSB). "Estou na Câmara há seis anos e fui convidado pelo Paulo para lhe dar apoio direto durante 24 por dia", disse, empolgado. Também experiente, Odário Nascimento Costa, 44, assessorou Marco Garcia (PP) durante seus dois primeiros mandatos na Câmara (de 1997 a 2004). Agora, com a eleição do "chefe", retornou à função. "Conheço bastante gente e sei bem quais são os trâmites", disse. Opinião parecida com a de Simone Vitor Costa, 26, assessora de Laercinho (PP), que já ocupou a função entre 2001 e 2004. “Algumas coisas mudam, mas estamos familiarizados e preparados para a tarefa”, disse.

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