Polícia identifica bando que matou lavrador


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MORTE POR ESPANCAMENTO - Familiares transtornados com a morte do lavrador
MORTE POR ESPANCAMENTO - Familiares transtornados com a morte do lavrador
A polícia já identificou pelo menos seis dos nove integrantes do bando que espancou até a morte o lavrador João Gabriel de Assis, 65, conhecido como "João Preto", morador no Jardim Aeroporto III. Todos foram ouvidos no 4º Distrito Policial e negaram as acusações. Pelo que foi apurado até agora, a vítima foi agredida após acertar acidentalmente uma paulada na namorada de um dos marginais. A polícia espera indiciar todos os envolvidos na próxima semana. A confusão teria começado durante uma discussão de Assis com uma dona de casa identificada como sua namorada. A vítima estava na casa da mulher quando, por motivos banais, começaram a brigar. João, na versão dos investigadores, apoderou-se de um pedaço de madeira e jogou contra a namorada, mas o objeto teria atingido acidentalmente as costas de uma adolescente de 13 anos que está grávida. Ela seria namorada de um rapaz, já conhecido da polícia, morador nas proximidades. "A discussão e as agressões contra o senhor João Gabriel foram iniciadas por este pedaço de pau que atingiu a adolescente", disse o investigador Reginaldo Cabral Calil. Na seqüência o rapaz pegou o mesmo pedaço de pau e foi para cima de Assis. Conhecidos do agressor, que estavam próximos e sem qualquer motivação, acompanharam o ato. Pelo menos nove deles espancaram o lavrador. Outros dois teriam "montado guarda" nos dois orelhões da rua para evitar que a polícia ou o socorro fossem acionados. "Eles evitavam, não deixavam as pessoas de bem ligarem para o resgate ou à polícia, para socorrer o homem. Isso é um agravante do homicídio e da agressão", disse Calil. A adolescente de 13 anos foi ouvida na delegacia ontem e confirmou ter sido atingida por Assis, mas negou qualquer envolvimento no espancamento. Também não apontou os agressores. Entre a tarde de quarta-feira e a manhã de ontem seis pessoas suspeitas de participação no crime foram ouvidas na delegacia. Todos negaram as acusações. "Nas primeiras oitivas, um joga a culpa no outro. Mas quando há esta divergência, fazemos uma acareação, as provas são conclusas e aparentemente o caminho está certo", disse o investigador. [FOTO2] O CASO O lavrador João Gabriel de Assis, 65, estava internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa desde o dia do espancamento, com fraturas de costelas, sangue nos pulmões e traumatismo craniano. Não apresentou melhoras desde então e, na noite de quinta-feira, não resistiu. Assis está no Velório São Vicente de Paulo desde a tarde de ontem e será enterrado às 10 horas de hoje no Cemitério Jardim das Oliveiras, com trabalhos da Funerária Nova Franca.

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