Família de lavrador pede justiça


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Dor e revolta foram os sentimentos dos familiares do lavrador João Gabriel Assis, 65, o "João Preto", durante seu velório. Vítima de agressão por uma gangue no Jardim Aeroporto, será sepultado hoje pela manhã. Flavia Maria, uma das filhas de Assis, fez seu desabafo ontem pela manhã no Programa Hora da Verdade na Rádio Difusora. Difusora - Como a família está tratando esta situação? Flavia Maria - É difícil a gente entender tudo isso. Nada justifica esta violência. Meu pai gostava de tomar uma "cervejinha" e a gente sabe que a pessoa que bebe às vezes fica meio chata. Mas ligasse para gente e falasse: "olha seu pai está dando trabalho" e a gente ia buscá-lo. Difusora - Seu pai era violento? Flavia Maria - Não. Vocês podem perguntar para todos que o conheciam. Ele era uma pessoa muito boa. Seria incapaz de agredir alguém. Difusora - Você já morou no Jardim Aeroporto. É um bairro violento? Flavia Maria - Eu fui para o Aeroporto quando tinha 14 anos. Eu sai de lá casada. Hoje estou com 30 anos. Lá não era assim. Difusora - O que a família espera agora? Flavia Maria - Estamos confiando muito no Calil (investigador). Espero que todos aqueles que agrediram meu pai sejam identificados e que Justiça seja feita.

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