Conhecedora da crise econômica e as suas possíveis conseqüências, a superintendente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, repetiu inúmeras vezes que fluxo de caixa e muito “pé no chão” são os principais segredos para não ser afetado.
Comércio da Franca - A abertura de 50 novas lojas em São Paulo foi cancelada em 2009?
Luiza Helena - Nosso projeto para São Paulo é até 2010. Não há nada adiado. Nada foi vetado em São Paulo. Pelo contrário, temos que ter cem lojas até 2010, senão não compensa o investimento em marketing e tudo mais. Mas a instalação de novas lojas depende muito de encontrarmos pontos adequados para isso.
Comércio - Qual o plano para este ano?
Luiza - Neste ano, a partir de abril, pretendemos inaugurar 25 lojas virtuais no Brasil e 20 convencionais na Grande São Paulo, três delas até março.
Comércio - Qual a expectativa da rede para a Liquidação Fantástica?
Luiza - Nós estamos impressionados, pois quando o mercado está com crise a liquidação vende muito. O pessoal gosta de aproveitar as ofertas. Há filas em diversas lojas. Temos muita certeza do sucesso. Trabalhamos para isso.
Comércio - A liquidação é decisiva para os planos de expansão?
Luiza - Não tem nada haver. Ela é decisiva para o faturamento de janeiro, mas não para o plano de expansão.
Comércio - Todos os investimentos da rede estão mantidos?
Luiza - O investimento de R$ 20 milhões para São Paulo está mantido. Até agora nenhum investimento foi bloqueado.
Comércio - A crise chegou ao Magazine?
Luiza - O que aconteceu é que, em novembro e dezembro, vendemos produtos de menor valor agregado. Vendeu mais celulares, mais brinquedos e menos produto de valor agregado. Já em janeiro, nós fizemos um “Só Amanhã” com geladeiras e vendemos R$ 4 milhões no setor. Voltamos a vender produtos de valor agregado maior.
Comércio - O faturamento da rede em 2008 diminuiu?
Luiza - Ainda não fechamos o ano passado, mas de uma coisa pode ter certeza: vamos crescer 25% em relação ao último ano que já vinha de um crescimento de 20%. A empresa continua crescendo de 20% a 30% ao ano.
Comércio - A rede está preparada para enfrentar a crise?
Luiza - Já nos preparamos. Começamos o “Só Amanhã” com geladeiras que foi um sucesso. É preciso ter criatividade, inovar, fazendo produtos que o consumidor quer comprar num preço espetacular.
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