Façam diferente. Por favor!


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Depois de quatros anos de medíocres trabalhos prestados à cidade, Câmara de vereadores de Franca volta renovada em alguns aspectos e tem a oportunidade de desfazer a imagem negativa confirmada por gente da própria casa. Para uma cidade que cresce a cada dia, o poder Legislativo precisa ocupar-se definitivamente de suas funções - fiscalizar as ações do Executivo e promover ações que favoreçam o desenvolvimento da cidade e o bem estar da comunidade. Não basta fazer oposição burra, muito menos, integrar a base aliada cegamente. É preciso ir além e pensar na Franca que precisamos deixar para nossos netos. Sabe-se que muitos vereadores possuem ligações viscerais com determinados bairros e segmentos da sociedade o que não deixa de ser necessário e lógico. Contudo, dedicar quatro anos de mandato exclusivamente para atender às expectativas de seus correligionários resulta em uma espécie de prefeitura de bairro, negligenciando-se com isso o todo. Não há como negar que determinadas regiões da cidade necessitam de mais atenção, mas o bem comum e a cidade como um todo devem ser pensados indistintamente. Ações locais geram apenas conforto momentâneo para logo em seguida surgir uma nova demanda. Ações globais promovem desenvolvimento contínuo e modificam não só o hoje como principalmente o amanhã. Uma marca registrada de determinados vereadores é o assistencialismo sem comedimento ou discernimento. Um remedinho aqui, outro ali. Uma cesta básica acolá. Um caminhão de terra. E assim trabalha-se quatro anos como se seus gabinetes fossem postos avançados de assistência social. A comunidade, por sua vez esfolada pelas mazelas do Estado sente-se confortada por tais ações sem questionar o quanto desse assistencialismo barato relaciona-se com a lei de causa e efeito, uma vez que muitas das carências são frutos da omissão dos próprios que ali se apresentam como assistencialistas. É preciso avançar. Pensar num modelo de legislativo municipal onde a comunidade se sinta representada de forma legal, ética, moral e equânime. Nobres vereadores, o desafio é antecipar-se. Pensar e agir com antecedência é uma arte que na maioria das vezes leva ao sucesso. Fujam do modelo assistencialista, deixem isso para as autarquias responsáveis. Façam com que o sistema funcione. Que a educação municipal seja exemplar. Que a saúde pública cuide da dor do seu eleitor com o mesmo carinho e atenção que cuidaria da sua. A propósito, visite uma escola municipal, uma creche, uma unidade básica de saúde. Faça isso e descubra que para cada um daqueles que tiveram a coragem de bater à sua porta para pedir uma ajuda há uma centena de outros que não tiveram a mesma iniciativa ou que nem sabem como fazê-lo. Para esses o melhor que vossa excelência pode fazer é pensar e planejar para que o sistema funcione. Considerem suas ações assistencialistas como atos não ligados ao cargo ora assumido. Mantenham-se generosos e caridosos, mas o façam foram da alçada da vereança, dêem à população um exemplo de cidadania e de democracia. Façam diferente. Por favor! DELIRIUS POLITICUS Já circula na grande imprensa a intenção do PDT em receber como filiado o ex-governador Geraldo Alckmin. As conversas já tiveram início e devem provocar muito burburinho no meio político, principalmente porque essa mudança pode dar novo formato à disputa de 2010 à cadeira do Palácio dos Bandeirantes. NOVAS LIDERANÇAS O colunista espera que nos próximos quatro anos a comunidade se organize e desenvolva projetos que favoreçam a formação de novas lideranças políticas na cidade. Afinal de contas, não se deve esperar eleger determinados nomes eternamente. Ou será que sim? PÉROLA DA SEMANA Nosso guia mandou avisar que há tempos não lê jornal, nem revistas, muito menos acompanha o noticiário diário. Segundo ele, os meios de comunicação têm posições bem definidas a seu respeito. Disse que tem azia toda vez que vê notícias ruins na mídia. Pelo jeito a imprensa tem sido prato indigesto para o nosso presidente. DESAFIO De tanto ouvir nosso presidente falar que a imprensa só sabe dar notícia ruim, proponho um desafio. Uma semana sem nenhuma notícia ruim na mídia nacional. Aconteça o que acontecer é proibido publicar notícia ruim. Ainda assim, penso eu, permanecerá a pergunta: vai mudar alguma coisa? Alexandre H. Leonel Farmacêutico, ex-integrante do Conselho de Leitores - leonel@comerciodafranca.com.br

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