Serra pede e Unesp adia inauguração de novo campus


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A inauguração do novo campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Franca, inicialmente marcada para a tarde de hoje, foi adiada para a próxima terça-feira às 12h30. A mudança foi comunicada oficialmente ontem e teria ocorrido a pedido do governador do Estado de São Paulo José Serra (PSDB). O tucano é uma das autoridades aguardadas na solenidade, assim como o reitor Marcos Macari. A cerimônia de inauguração deverá ser breve já que no mesmo dia, às 14h30, será inaugurado o novo campus da Unesp de Rio Claro. A inauguração do novo campus põe fim a uma novela que se arrastou por quase duas décadas em Franca. A área esteve à disposição da universidade desde que a Infacap (Instituição Família Cavalheiro Caetano Petráglia) fez a doação do terreno, há 28 anos. Da limpeza da área à conclusão do prédio passaram-se dois anos e seis meses. Agora prestes a ser ocupado por alunos, o novo campus ainda não tem sua obra totalmente acabada. Dois blocos estão em construção e serão usados pelo setor administrativo. Estão prontas 23 salas de aula, de docentes, de manutenção, gráfica, Centro Jurídico Social, serviço técnico de informática, restaurante universitário, diretoria técnica acadêmica e suas seções, departamentos, anfiteatros e o CCI (Centro de Convivência Infantil) para os filhos de funcionários, docentes e alunos. O campus consumiu investimentos de aproximadamente R$ 14 milhões. CORRÊA NEVES A família Corrêa Neves, controladora do jornal Comércio da Franca e da Rádio Difusora, divulgou ontem um comunicado por meio do qual explica que pediu ao governador do Estado José Serra, que retire do campus de Franca o nome do jornalista Corrêa Neves, falecido em 18 de agosto de 2005. A decisão foi tomada a partir do aparente constrangimento verificado em parte da comunidade unespiana diante do nome escolhido para batizar o campus. O deputado estadual Gilson de Souza (DEM), autor do projeto que nomeava o local, lamentou a decisão. Disse que fez a indicação do nome de Corrêa Neves de modo espontâneo, baseado na história que o jornalista construiu na cidade. “Era uma homenagem justa porque o seu Corrêa lutou muito pela nossa cidade, pela implantação da Unesp. Infelizmente ele não teve manifestação da reitoria da universidade à sua altura. A família abriu mão com razão. A reitoria da Unesp tratou o assunto com frieza, distanciamento. Fico sentido, mas entendo e respeito a decisão”.

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