Um aposentado denunciou o próprio filho à polícia, na madrugada de ontem, por ameaça de morte, uso de drogas e descumprimento de uma determinação judicial. O rapaz não poderia, por ordem da Justiça, sequer se aproximar da casa do pai, que era agredido por ele constantemente. A Polícia Militar deteve o filho e o conduziu ao Plantão Policial, onde foi registrada uma ocorrência de desobediência. Pouco depois o autor das ameaças foi liberado.
A confusão começou por volta das 3 horas no Bairro City Petrópolis. O pintor desempregado ICDB, 37, segundo seu pai, ALB, 68, chegou em sua residência aos gritos, danificando o portão do imóvel com uma barra de ferro. O viciado queria entrar a todo custo na casa e ameaçava agredir o idoso com o objeto.
Segundo a polícia, houve várias denúncias de vizinhos relatando a atitude do pintor. A própria vítima procurou um telefone público para pedir socorro. "Quando chegamos havia uma confusão no local e o filho da vítima estava bastante exaltado e aparentava estar embriagado. O pai dele nos apresentou um documento do Fórum que impede o filho de entrar em sua casa", disse o cabo Donizete.
Mesmo após ser detido e apresentado no Plantão Policial, o pintor continuava violento e seguia com as ameaças ao aposentado. "Foi ele que me bateu. Ele fica saindo com minha ex-mulher. Se eu for para cadeia vou me matar lá. Esse velho não presta. Eu ainda vou pegar uma ponto 40 (revólver) e fazer igual a gente fazia. Jogar os corpos num buraco", disse, na presença dos policiais. O idoso disse que o filho dá trabalho há muito tempo (leia mais em texto nesta página).
DESPROTEGIDO
A reportagem do Comércio entrou em contato ontem com o 5º Distrito Policial, que investigará o caso, para saber se alguma medida de proteção ao idoso pode ser adotada, mas o delegado Luiz Carlos de Almeida, que responde interinamente pela unidade, não foi encontrado.
O delegado Wanir José da Silveira, assistente da Delegacia Seccional, disse que o advogado da vítima deve pedir à Justiça uma medida mais drástica em relação ao descumprimento da ordem judicial. Quanto às ameaças, por se tratar de uma ocorrência que depende de representação por parte da vítima para virar inquérito, não haveria o que se fazer por ora. "Não dá para mandar o acusado para cadeia. O juiz tem que ser comunicado para que ele tome uma medida mais séria", disse.
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