Presidente do TJ/SP descarta ampliação do Fórum de Franca


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Os problemas estruturais na Justiça Estadual de Franca não devem ser resolvidos tão cedo. Esta foi a impressão deixada pela visita ontem do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Roberto Antonio Vallim Bellocchi ao fórum local. O desembargador Bellocchi foi recebido por um grupo de 20 juízes locais para um encontro de trabalho às 14 horas. Ao final da tarde, encontrou-se com o prefeito Sidnei Franco da Rocha, que não havia sido oficialmente convidado para o evento. A vinda a Franca faz parte de um calendário de visitas que Bellocchi está fazendo desde setembro a várias comarcas paulistas. De Franca, seguiria para Ituverava e Batatais. De prático, a visita do desembargador Bellocchi não deve trazer nenhum resultado imediato. Apesar da disposição demonstrada em resolver as deficiências do Fórum da Justiça Estadual de Franca, não há recursos para ampliação física do prédio ou contratação de novos servidores. Em afirmação contraditória, Roberto Bellocchi disse que a instalação das varas da Fazenda Pública, Juizado Especial e Infância e Juventude são prioridades do TJ para Franca, embora não haja a menor possibilidade de expansão física do fórum em sua atual configuração. Segundo ele, a exemplo de Franca, a população paulista está procurando o Poder Judiciário, mas não está recebendo a resposta que deveria. “Estas visitas estão me mostrando aquilo que eu não esperava encontrar depois de 42 anos de carreira. No entanto, a verdade é que paramos no tempo e não nos adequamos”, disse ele. “As condições físicas preocupam mais que tudo, pois se quisermos instalar uma vara, não temos como. O maior tribunal do País não pode passar por isso; isto nega a sua história”. No rápido encontro com o prefeito Sidnei Rocha, tratativas para a construção de uma nova sede para o Judiciário. Rocha insiste na idéia de construir um prédio para abrigar as varas cíveis ou criminais separadamente. O presidente do TJ disse que, sob a pena de perder sua identidade perante a população, o correto seria erguer um novo fórum, o que, de acordo com ele, poderia acontecer em até dois anos. O prefeito teria colocado a Prefeitura à disposição do tribunal. “No que nos compete, cedemos a área e executamos a construção. Basta firmar um convênio com o município”.

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