Como se livrar de filas


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Há poucos dias em um supermercado, senti-me uma barata tonta e intoxicada. Para passar minhas humildes comprinhas de uma pequena cestinha tive que esperar uns 30 minutos para ser atendido e pagar - pagar caro por um atendimento ingrato. Poucos caixas e fila enorme. Se eu estivesse comprando sorvete, levaria suco de gelo para casa. Parece-me, no alto de minha “chatice”, que 90% das moças que trabalham como auxiliares de caixas de supermercados são sempre novatas. Já passou da hora dos proprietários desses estabelecimentos contratarem mais caixas, pagarem melhor o salário dessas funcionárias e observarem também a produtividade. Não queremos que elas se tornem robôs ou máquinas, mas um pouquinho mais de agilidade e eficiência não fazem mal a ninguém. E eu não quero nem saber se as moedinhas do troco acabaram, se o código de barras está apagado ou se o cartão de crédito do fulano deu problemas de novo (ele sempre dá problema). Eu quero é ir para casa, pô! (E agora, tiro ou não esse acento no ‘o’?). Enviem-me cartas de esclarecimento, por caridade. Mas, voltando às filas, pior me aconteceu numa agência bancária onde fui atualizar uma conta. Fiquei por exatos 45 minutos esperando servidores inoperantes me atenderem. Há trinta anos tal procedimento não levaria mais de dez minutos. Disseram que a culpa era do sistema: computadores supersônicos que, para mim e para muitos não valeram e não andam valendo nada. De nada adianta tanta tecnologia se persistir essa abundância de incompetência e despreparo técnico. As pessoas que prestam serviços têm que lembrar que esperar aquilo que nunca precisou ser demorado não é algo tão agradável assim. É só não enrolar e atender com boa vontade. Ou o cidadão de bem não merece isso?! Outro dia recebi um e-mail de um amigo com uma lista de coisas muito engraçadas e criativas para se fazer no banco enquanto se espera para ser atendido no caixa. Imprima e leve para a sua fila, mas, por via das dúvidas, mantenha um livro de Dostoiéwiski à mão. Lá vai: ‘imite o ruído de fogos de artifícios quando o caixa atender alguém’. ‘Venda rifa’. ‘Leia em voz alta os folhetos de propaganda do banco’. ‘Insinue que a grávida no caixa preferencial usa barriga postiça’. ‘Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone’. ‘Leve um apito e toque sempre que a fila andar’. ‘Brinque de puxa-cueca com o colega da frente’. ‘Passe um abaixo assinado contra a política de juros altos’. ‘Pergunte se alguém quer ser sua testemunha num processo contra o banco’. ‘Promova uma ‘ola’. ‘A cada cliente atendido, puxe uma salva de palmas para o caixa’. ‘Pergunte se alguém quer ser seu fiador’. ‘Leve uma marmita e almoce’. Estas são apenas algumas das sugestões. Se quiser ler na íntegra escreva para essa coluna que envio por e-mail, são ao todo 50 sugestões, todas muito engraçadas. Quem sabe desse jeito ficaremos livres dessa perda banal de tempo nas filas de bancos e supermercados. A gente tem mais o que fazer. Não tem? FOLGAS E FOLGADOS Depois de um 2008 pouco pródigo em descanso, o calendário de 2009 aponta 11 dos 12 feriados nacionais - incluindo os pontos facultativos - em dias úteis. Das 12 folgas nacionais, duas serão na terça e duas na quinta, dias que incentivam o prolongamento. A maioria ‘enforca’ um dia e estende o ‘dolce far niente’ com o fim de semana. Sem falar nos feriados que caem na segunda - quatro deles - e dois na sexta. O ócio que se prenuncia já preocupa setores da economia. Com toda razão. PERGUNTAR NÃO OFENDE Garota pergunta ao rapaz: - Você prefere as mulheres que falam demais ou as outras? - Que outras? ATUALIZANDO FRASE FAMOSA Do jornalista Guido Fidelis, atualizando frase famosa do saudoso colunista social Ibrahim Sued: “Seres desprezíveis são como cães sarnentos. Ladram, ladram, mas não assustam, os latidos soam como aplausos para a caravana que passa”. NEGATIVO Com raras exceções, o francano que leva o cachorro a passear dá um grosseiro exemplo de má educação, deixando de recolher os dejetos que o animal - não por culpa dele - venha a despejar nas calçadas e vias públicas. Agem como se a cidade fosse aparelho sanitário de cachorros. Esse fato lamentável ocorre também nas áreas comuns dos edifícios residenciais, absurdo. POSITIVO Agora, que o 2008 foi embora e o 2009 chegou, está na hora de arregaçar as mangas e partir para enfrentar com otimismo e fé em Deus a batalha do dia-a- dia. Acredito que, nos últimos tempos, não tivemos nem de perto um ano que começasse tão cheio de desconfiança e que causasse tanto temor como este que se inicia. Assim como todo mundo, nós, brasileiros, temos a esperança de que as nuvens negras das expectativas negativas não saiam das planilhas econômicas e das probabilidades incertas. E que os tão decantados ‘raios fúlgidos’ brilhem nos céus desta Pátria Amada para que nós todos possamos continuar tendo o direito de sonhar com um futuro melhor. CÃO INTELIGENTE Dois donos de cachorros estão discutindo sobre qual é o cão mais inteligente. - Meu cachorro é tão inteligente - diz o primeiro dono - que todas as manhãs ele espera o entregador de jornais, dá gorjeta ao garoto e leva o jornal para dentro. Depois me serve o café. - Eu sei - confirma o segundo dono. - Ora, como é que você sabe? - Foi o meu cachorro que contou... Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

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